
Todo veículo precisa de manutenção e troca de peças regulares para continuar funcionando perfeitamente – e isso também inclui as bicicletas! Afinal, pedalar com equipamento desgastado faz com que aumente as chances de ocorrer algum acidente e também de danificar a bike mais severamente.
Em alguns casos, pode até ser possível encontrar alguns dos itens para troca em lojas para motociclistas, mas também é importante pesquisar pelas opções disponíveis em lojas voltadas para as bikes. Abaixo, conheça um pouco mais sobre os sinais e a vida útil de alguns dos principais equipamentos das bicicletas.
Pneus
Normalmente, os pneus de uma bicicleta podem ter uma vida útil de cerca de 5 mil Km. Entretanto, não se deve negligenciar os cuidados com eles até essa quilometragem ser atingida, uma vez que exigem uma checada constante para confirmar que estão em ordem.
Um dos riscos são os pneus ficarem carecas, algo que aumenta as chances da câmara de ar furar, seja em passeios no asfalto ou em alguma trilha. Nessas condições, qualquer pedrinha, caco de vidro ou pedaço de madeira é capaz de perfurar a câmara com facilidade. Deste modo, o indicado é que assim que os cravos dos pneus estiverem gastos, troque-os, antes que eles fiquem lisos.
Outro ponto importante para manter a vida útil deles é verificar a pressão. Essa deve ser uma das atitudes que precisam ser adotadas na manutenção rotineira da bicicleta, uma vez que os pneus perdem pressão naturalmente, mas isso também pode ser sinal de outros problemas, como uma válvula que não está em boas condições ou de um furo no pneu.
Correntes
No caso das correntes, a vida útil também irá depender dos cuidados, além do tipo de modelo que a bicicleta é. Na média, as bikes speed têm uma corrente com vida útil de 1.500 Km, enquanto as mountain bikes têm uma vida mais curta, de aproximadamente mil quilômetros.
Entretanto, é válido ficar atento aos sinais de que a corrente está gasta. Quando ela se encontra no limite, costuma emitir estalos e podem acontecer pedaladas falsas nas subidas. Não resolver a situação prejudica bastante o rendimento, uma vez que afeta o sistema de transmissão de marchas, e ainda pode causar quedas graves.
Por isso, o indicado é que nos primeiros sinais de desgaste, busque-se fazer a troca. Isso é ainda mais importante porque caso ela estoure, o reparo exige técnica e conhecimento, algo que nem todo ciclista pode conseguir fazer durante o passeio.
Freios
Caso você tenha uma bicicleta equipada com freios a disco ou hidráulicos, é preciso prestar atenção no ruído característico que eles emitem quando estão desgastados. Geralmente, a troca das pastilhas deve acontecer ao atingir 60% de sua espessura original.
Em relação ao sistema hidráulico, a troca do fluido pela sangria precisa ocorrer ao menos uma vez por ano. Contudo, se perceber alguma alteração na qualidade do freio, já procure um profissional para realizar essa troca.
Suspensão
A suspensão é uma peça essencial na bike, sendo responsável por amenizar os impactos durante o trajeto. Por isso, os cuidados com ela devem ocorrer rotineiramente. Normalmente, a primeira revisão da suspensão precisa ocorrer após 50 horas de pedaladas, para que haja a troca de óleo, dos retentores e dos anéis de vedação.
Um sinal de que o momento da revisão da suspensão está próximo é após o uso intenso da bicicleta, quando o ciclista notará que o guidão sofre maiores impactos durante o trajeto. Isso faz com que haja a diminuição da flexibilidade da suspensão, sendo a melhor saída levá-la à manutenção.
Marchas
Em relação às marchas, o tempo para que elas se desgastem e que indica a hora da revisão irá depender, claro, da frequência de uso. Mas geralmente, elas emitem um barulho que não estão mais reguladas. Além disso, a pedalada torna-se bastante instável, dando a impressão de que elas podem trocar a qualquer momento. Nesses casos, é indicado levar até um especialista para que ele faça essa regulagem.
