Bahia

Quintais agroecológicos garantem renda para mais de 500 famílias do Semiárido baiano

Ascom

É no quintal de casa que as famílias agricultoras, em especial as mulheres, produzem boa parte dos alimentos que abastecem a mesa das famílias baianas e garantem segurança alimentar e nutricional para a família. Pensando no fortalecimento e valorização deste espaço, o Governo do Estado vem investindo em pequenas infraestruturas, compostas por canteiro telado e cisterna de 32 mil litros, para garantir a água para produção e estimular o trabalho dessas agricultoras e desses agricultores familiares.

A iniciativa é executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Pró-Semiárido, projeto executado a partir de financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). 

Até o segundo semestre de 2019, cerca de 517 famílias já contavam com a infraestrutura e o acompanhamento técnico contínuo, para auxiliar no cultivo e diversificação da produção. Esse é o caso de Juscilene Costa, da Fazenda Fortuna, município de Ponto Novo. “Eu já plantava próximo ao barreiro, e quando a cisterna chegou eu vim plantar mais perto de casa. Depois que o projeto chegou melhorou muita coisa, aprendi com o acompanhamento técnico a plantar com melhor adubação”, esclarece a agricultora.

Já o agricultor Clécio Ribeiro, que vive em Caldeirão dos Lalaus, na zona rural de Uauá, afirma que a maior disponibilidade garantiu água para as plantas e também pra os animais: “Antes de o projeto chegar a gente plantava hortaliças e usava água da caixa, só que era pouca a água para beber e para tudo. Depois que chegou a cisterna ficou melhor para plantar e para dar água aos bodes também”. 

O foco dessa ação é chegar até as famílias de baixa renda para que tenham oferta de alimentos diversificados e saudáveis para consumo, além de ser uma alternativa para geração de renda por meio da comercialização do que excede da produção. Maria Luzanir, que vive na comunidade de Marruá, em Uauá, é uma das agricultoras que apostou no quintal produtivo e, hoje, já vê bons resultados desse trabalho: “Antes do projeto eu comecei a fazer meus canteiros, mas depois do projeto foi coentro à vontade. É arrancando e jogando outra semente para produzir. Se eu fosse fazer as contas do que apurei dá mais de R$300 reais só de coentro. Depois que eu comecei a vender, fui juntando dinheiro e já comprei minha bomba”.

Sueli Cardoso, que também mora na comunidade de Marruá, em Uauá, explica que além de gerar renda, com a estrutura, ela deixa de recorrer ao mercado para adquirir verduras e outros produtos: “Antes eu tinha um canteiro aberto, aí os passarinhos vinham, as galinhas ciscavam. Era só mesmo para o consumo, mas depois da estrutura do projeto melhorou bastante tanto para o consumo quanto para vender. Hoje eu produzo coentro, alface, beterraba, cenoura, couve e pimentão. A renda melhorou bastante porque o dinheiro que a gente pegava na semana para ir à feira comprar verduras já dá pra comprar outras coisas. A qualidade de vida também melhorou, porque os produtos da gente são orgânicos, aqui do quintal, e não precisamos mais buscar lá fora. É um ganho”.

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