
A Procuradoria-Geral da República pediu nesta segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo.
O pedido consta nas alegações finais encaminhadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para estimular medidas contra o Brasil e integrantes do STF, incluindo o tarifaço sobre exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros da Corte e do governo federal.
Em novembro do ano passado, o STF aceitou a denúncia apresentada pela PGR no inquérito que investigou a atuação do ex-parlamentar. Nas alegações finais, Paulo Gonet afirmou que Eduardo utilizou redes sociais e entrevistas à imprensa para ameaçar ministros do Supremo com o objetivo de favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, afirmou o procurador nas alegações.
A PGR também sustentou que as ameaças atribuídas ao ex-deputado foram efetivamente concretizadas e causaram prejuízos ao Brasil, reforçando o pedido de condenação perante a Corte.
