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Para onde vão os relacionamentos na Era Digital

Priscyla Caldas analisa os códigos de interação nas mídias sociais.

Você conhece a pessoa, ela visualiza seus stories logo que posta e curte suas fotos antigas. Você curte as dela e em seguida espera um convite pelo direct, só que ele nunca chega. E agora?

Segundo pesquisa do Opinion Box, 42% dos brasileiros acham apps de relacionamento um jeito efetivo de conhecer alguém especial. Em contrapartida, 46% dos pesquisados acreditam que parceiros adquiridos online são menos confiáveis. Neste cenário de incertezas sobre como agir em uma relação, a especialista em Marketing Digital e estudiosa de comunicação Priscyla Caldas, desmembra as questões que deixam tantas pessoas inseguras.

Segundo Priscyla, as mídias sociais fazem com que as pessoas se conectem com mais facilidade, ao mesmo tempo em que se afastam; há uma falsa sensação de proximidade. A variedade de opções, acaba impedindo muitas pessoas de se entregarem, com medo de deixarem passar outras oportunidades existentes.

Para Priscyla, a busca por relacionamentos na internet tem seus lados bons e ruins.

“Algumas pesquisas apontam que casais que se formam online se divorciam menos, e isso vai muito do encaixe que as redes fazem dos perfis. Você põe seus gostos e características principais e os algoritmos cuidam do resto. Por outro lado, há problemas de interpretação na hora de interagir. Um jogo de quanto tempo o parceiro demora para responder, de quem dá menos importância, e isso deixa as pessoas mais inseguras”

Explica a estudiosa, que possui MBA em Gestão de Negócios.

É aí que entra a dificuldade de estabelecer uma relação transparente e conciliada. Nesses casos, a falta de diálogo e de investimento emocional advinda desses envolvimentos podem ser motivos de frustração, deixando a pessoa irritada, mas logo em seguida, recomeçando o ciclo.

“Relações virtuais não são ruins, longe disso. Não há regras definidas, alguns dão certo e outros não. Mas é necessário se propor a usá-los como facilitador para o mundo físico, e não como único ambiente de interação. A modalidade online surgiu com essa geração, e ainda precisa ser melhor estudada enquanto fenômeno social”

Completa Priscyla.

Para conhecer melhor o trabalho de Priscyla, acesse www.priscylacaldas.com.br.

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