
A oposição no Senado intensificou as articulações para retardar a tramitação da PEC que propõe mudanças na escala de trabalho 6×1. Nos bastidores, parlamentares discutem estratégias para empurrar a análise da proposta para depois das eleições presidenciais e, dependendo do cenário político, até para 2027.
A principal movimentação envolve uma possível atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para que a proposta avance lentamente ao longo do mês de junho.
Com isso, a expectativa da oposição é que a PEC chegue ao Senado apenas entre o fim de junho e o início de julho, período em que o Congresso tradicionalmente reduz o ritmo de votações em razão da Copa do Mundo, das convenções partidárias e das festas juninas.
A estratégia busca empurrar o início efetivo da tramitação para agosto, dificultando uma votação ainda neste ano. Nos bastidores, parlamentares avaliam que o adiamento pode reduzir a pressão política sobre o tema durante o período eleitoral.
Integrantes da oposição consideram que, caso a proposta não avance antes das eleições presidenciais, o debate poderá ser reavaliado somente a partir de 2027, a depender da composição do próximo governo e da correlação de forças no Congresso Nacional.
A PEC da escala 6×1 vem mobilizando sindicatos, entidades empresariais e setores políticos, reacendendo discussões sobre jornada de trabalho, produtividade e impactos econômicos para empresas e trabalhadores.
