
A legalidade da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA estará em foco na segunda-feira (5) na ONU (Organização das Nações Unidas), mas é improvável que Washington enfrente fortes críticas de seus aliados sobre a operação militar no estado latino-americano.
O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, se reunirá na segunda-feira ao meio-dia, horário de Brasília, após as Forças Especiais dos EUA capturarem Maduro em uma operação no sábado (30, que causou uma queda de energia em partes de Caracas e atingiu instalações militares. As autoridades venezuelanas também afirmaram que a operação foi fatal.
Maduro está agora detido em Nova York, aguardando uma audiência no tribunal na segunda-feira por acusações de tráfico de drogas.
A Rússia, China e outros aliados da Venezuela acusaram os Estados Unidos de violar a lei internacional, mas os aliados dos EUA — muitos dos quais se opõem a Maduro — foram mais reservados sobre quaisquer preocupações em relação ao uso da força militar.
“Julgando pelas reações dos líderes europeus até o momento, suspeito que os aliados dos EUA vão se esquivar de forma elegante no Conselho de Segurança“, disse Richard Gowan, diretor de questões globais e instituições do International Crisis Group, um think tank.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, vê a operação dos EUA como um “precedente perigoso”, disse seu porta-voz no sábado. Muitos especialistas jurídicos também afirmam que a ação dos EUA foi ilegal, embora Washington consiga bloquear qualquer tentativa do Conselho de Segurança da ONU de responsabilizá-los.
CNN Brasil
