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Jerônimo cobra planos municipais de segurança 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou a elaboração de planos municipais de segurança pública

Por Mateus Soares

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou a elaboração de planos municipais de segurança pública como instrumento de apoio no enfrentamento ao crime organizado e defendeu uma maior participação das prefeituras nesse processo. A declaração foi feita ontem (30) em entrevista à TV Bahia.

Durante a entrevista, o chefe do Executivo estadual destacou a importância de reconhecer iniciativas conduzidas pelos municípios e citou Salvador como exemplo, ao adotar um plano municipal de segurança associado a investimentos em iluminação pública, uso de câmeras de monitoramento e compartilhamento de informações com as forças policiais.

“Para além da agenda nossa do governo do Estado, é importante a gente ver ações como as das prefeituras. Eu quero agradecer ao prefeito de Salvador, que tem um plano municipal de segurança pública”, afirmou.

Jerônimo também ressaltou a necessidade de atuação integrada com o governo federal. Segundo ele, o enfrentamento à violência passa por ações conjuntas, investimento contínuo e mudança de cultura, com foco não apenas na repressão, mas também na prevenção.

Ao falar sobre saúde pública, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que pacientes de Salvador têm recorrido a hospitais de alta complexidade da rede estadual por falta de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ele insinuou que a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) prioriza eventos festivos em vez de tratar o tema.

“O nosso desafio, em algumas prefeituras, como a de Salvador, que não tem maternidades suficientes, o Estado que tem que assumir. O município de Salvador não tem hospitais municipais suficientes. As pessoas dizem que quem ‘desmentiu’ um dedo tem que ir para o Hospital Roberto Santos. Isso poderia ser feito na UBS, [ou] em uma UPA. Como não funciona, as pessoas têm que fazer o quê? Procurar o hospital mais próximo”, cutucou o petista.

“Estamos colocando recurso do Estado para pagar a conta de maternidades. A primeira porta que um paciente, quando tem um dedo desmentido ou mal-estar de barriga, tem que ser uma UBS, uma UPA. Nós temos que equilibrar. Nós achamos que fazer festas é importante, mas fazer festa garantindo que todos possam, ao se sentir mal, tenham uma UBS e uma UPA”.

Jerônimo disse que a fila de regulação tem sido impactada porque prefeitos não têm construído unidades de saúde suficientes para atender à população. “Como é que caso Vitória da Conquista, como é o caso aqui de Salvador que, quando a prefeitura faz o seu dever, a gente reduz a quantidade de pessoas que não precisam estar dentro do hospital de alta complexidade”, citou.

Na ocasião, o governador também se manifestou sobre o caso de sete pessoas internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, com suspeita de intoxicação por ingestão acidental de metanol após o consumo de bebida alcoólica. “Desde a madrugada que eu venho acompanhando com a secretária Roberta e toda a equipe da Sesab o Hospital Santa Tereza, junto com a prefeitura municipal e todos os familiares, acompanhando desde esta madrugada”, disse.

Trbn

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