
O último final de semana foi de fortes emoções no Campeonato Intermunicipal 2025, com o clássico regional entre Castro Alves e Santo Antônio de Jesus. A partida, muito movimentada, terminou com vitória dos visitantes, mas deixou boas impressões para os amantes do futebol.
“Um grande jogo, muito disputado. Claro, queria a vitória de Castro Alves, mas para quem gosta de futebol, foi um espetáculo. Castro Alves teve chances, mas perdeu gols no primeiro tempo que acabaram fazendo falta. Santo Antônio aproveitou e marcou, inclusive com um golaço de falta de Di Maria”, comentou o ex-prefeito de Castro Alves, Thiancle Araújo, presente no estádio.
Apesar do resultado adverso, o clima era de reconhecimento pelo esforço dos atletas e pela festa proporcionada por duas torcidas apaixonadas.
Esporte como ferramenta de transformação: prefeito defende diálogo sobre o “grau”
Aproveitando o momento esportivo, o prefeito também falou sobre outra pauta que tem ganhado força no município: o apoio ao “grau” manobras com motocicletas feitas por jovens. Em sua fala, ele defendeu uma abordagem sem preconceito e baseada na criação de espaços seguros para a prática, como já foi feito com sucesso em Castro Alves.
“Antes mesmo de ser prefeito, como ciclista, sempre apoiei o esporte. Como gestor, criamos o programa Cidadão para o Mundo, que hoje atende cerca de 2 mil jovens. E entre esses jovens, o grau tem ganhado muito espaço. Não adianta virar as costas para isso, temos que abrir o diálogo”, afirmou.
O prefeito propõe que o poder público crie pistas adequadas para a prática do grau, com segurança e regras, assim como se investe em campos sintéticos ou quadras poliesportivas. Segundo ele, ao oferecer estrutura, é possível cobrar contrapartidas dos jovens, como frequência escolar ou não praticar as manobras nas ruas.
“Quando você abraça o jovem e oferece espaço, você abre espaço para o diálogo. Em Castro Alves, depois que montamos a pista, os próprios meninos ajudam a fiscalizar. Isso mostra que o acolhimento funciona. Não é incentivar o grau na rua, é reconhecer que, com apoio, dá pra transformar a realidade desses jovens”, destacou.
Mudança de olhar
O prefeito encerrou pedindo que a sociedade mude o olhar sobre o tema: “Não veja o jovem da periferia como marginal porque faz manobras com uma CG. Veja como um atleta que só precisa de um espaço. Assim como o motocross, o kart ou o ciclismo são valorizados, o grau também pode ser. Com respeito, com diálogo e com responsabilidade”.
A proposta segue em debate, mas já tem ecoado entre lideranças sociais e culturais. A ideia é que, com investimentos adequados, o grau possa se tornar mais uma ferramenta de inclusão, lazer e cidadania para os jovens do interior da Bahia.
