Plataformas de checagem de fatos podem ajudar a saber se uma notícia compartilhada na web é falsa, ou seja, se trata de fake news. A prática conhecida pelo termo em inglês fact checking é um método de verificação que analisa a confiabilidade das fontes apuradas em um texto jornalístico —e tem crescido com a chegada das Eleições. Dependendo do levantamento, é possível descobrir se as informações que circulam no WhatsApp, Facebook e Instagram são verdadeiras ou se trazem algum nível de distorção.
Antes incorporada à rotina dos jornais, a checagem de fatos perdeu centralidade após mudanças na dinâmica das redações. Com a agilidade exigida pelo público conectado e a redução das equipes de reportagem, a prática se tornou um nicho jornalístico. Hoje, várias agências, sites ou iniciativas coletivas oferecem checagem de notícias compartilhadas. Conheça as principais plataformas online que ajudam a descobrir se um link contém fake news.
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1. Fato ou Fake
O Fato ou Fake (g1.globo.com/fato-ou-fake) é uma iniciativa do Grupo Globo para verificar conteúdo suspeito nas notícias mais compartilhadas da internet. A apuração é feita em conjunto por jornalistas da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico.
Nas Eleições 2018, a plataforma é responsável também por checar falas de políticos dadas em entrevistas, debates e sabatinas. Nesses casos, informações verificadas ganham selos “fato”, “fake” ou “não é bem assim”. Denúncias podem ser feitas na página do Fato ou Fake no Facebook ou via WhatsApp no número (21) 97305-9827.
Nas Eleições 2018, a plataforma é responsável também por checar falas de políticos dadas em entrevistas, debates e sabatinas. Nesses casos, informações verificadas ganham selos “fato”, “fake” ou “não é bem assim”. Denúncias podem ser feitas na página do Fato ou Fake no Facebook ou via WhatsApp no número (21) 97305-9827.
3. Agência Pública – Truco
O Truco é uma iniciativa de checagem de fatos da Agência Pública (apublica.org), agência de jornalismo investigativo fundada por mulheres em 2011. A instituição não tem fins lucrativos e traz reportagens sobre aspectos da administração pública, com foco na defesa dos direitos humanos.
A agência escolhe frases para checagem a partir das declarações de figuras públicas e de boatos que circulam sobre temas eleitorais. Após análise das fontes, informações são classificadas em sete categorias diferentes: verdadeiro, sem contexto, discutível, exagerado, subestimado, impossível provar e falso.
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4. Aos fatos
A Aos Fatos (aosfatos.org) é uma agência especializada na checagem de fatos também membro da IFCN e contratada pelo Facebook. Os jornalistas identificam informações públicas de acordo com a relevância e trabalham para verificar as fontes originais e classificar em sete categorias: verdadeiro, impreciso, exagerado, distorcido, contraditório, insustentável e falso.
A agência aceita denúncias no Facebook e Twitter por meios de posts marcados com a hashtag #vamosaosfatos. É possível também enviar matérias diretamente pelo site ou pelo WhatsApp, no telefone (21) 99956-5882.
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5. Lupa
A agência Lupa, ligada ao jornal Folha de S. Paulo, foi a primeira do Brasil dedicada estritamente ao que se chama de fact checking. Seus serviços estão voltados, em 2018, especialmente à cobertura das eleições para governos estaduais e presidência. Sua metodologia resulta no maior número de categorias entre as agências de checagem. São nove etiquetas que podem ser conferidas à informação após a análise: “verdadeiro”, “verdadeiro, mas”, “ainda é cedo para dizer”, “exagerado”, “contraditório”, “subestimado”, “insustentável”, “falso” e “de olho”.
A Lupa conta com uma seção de sugestões para envio de possíveis notícias falsas, além de um bot no Messenger que ajuda a verificar se uma informação é verdadeira ou não.
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6. Fake Check – Detector de Fake News
O Fake Check – Detector de Fake News (nilc-fakenews.herokuapp.com) é uma plataforma criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para checar notícias falsas. Ao contrário de agências jornalísticas, a iniciativa envolve o uso de tecnologia para analisar características da escrita para determinar se um texto é verdadeiro ou não. O sistema funciona na web e em um bot do WhatsApp no número (16) 98112-8986.
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7. Boatos
O Boatos (www.boatos.org) é um site criado pelo jornalista Edgard Matsuki em 2013. Seu objetivo é publicar verificações de notícias populares na web. Inicialmente focada em boatos com viés de curiosidade, a plataforma foi se tornando, aos poucos, também em um serviço voltado para o que ficou conhecido como fake news.
O trabalho é realizado por uma equipe pequena de jornalistas: apenas quatro profissionais, incluindo o próprio Edgar. As sugestões de notícias para checagem costumam surgir na área de comentários de posts do site. Em geral, usuários enviam solicitações com links de algo suspeito para recomendar a verificação.
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8. E-Farsas
O E-Farsas (www.e-farsas.com) é o mais antigo serviço de verificação de notícias falsas, lançado em 2001. Segundo o portal, a iniciativa surgiu “com a intenção de usar a própria internet para desmistificar as histórias que nela circulam”. Muitos boatos que se popularizaram em listas de e-mail e caixas de comentários na internet foram desvendados pelo E-Farsas muito antes do fenômeno das fake news.
No entanto, apesar do sucesso, a plataforma se mantém até hoje com a equipe mais enxuta de todas as opções da lista. Uma só pessoa, o ex-pedreiro e hoje Analista de Sistemas, Gilmar Lopes, é responsável por investigar os fatos e publicar os posts com eventuais desmentidos. Sugestões de checagem são enviadas por meio da área de contato do site.
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