As mulheres, formam um grupo especialmente vulnerável, sobretudo aquelas que precisam criar seus filhos sozinhas e enfrentam a omissão de antigos companheiros. Diante disso, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos) defende que essas mães sejam priorizadas pelo poder público no que se refere a qualquer forma de auxílio financeiro ou material.
A republicana, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, lamentou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei que priorizava mães que criam os filhos sozinhas no recebimento do auxílio emergencial, em duas cotas de R$ 600.
“Não foi a decisão mais acertada. Vivemos um momento muito delicado, milhões de pessoas ficaram desempregadas, pequenos empreendedores e comerciantes pararam de trabalhar, e todos devem ser amparados. Mas uma mãe de família, que não conta com a ajuda do ex-esposo, por exemplo, e que já sofreu várias exclusões ao longo da vida, geralmente está em uma situação desesperadora. Por isso, é fundamental estender um olhar atento sobre elas. É preciso encontrar uma solução”, diz Ireuda.
Para a republicana, existe possibilidade financeira para tal, e alerta para as irregularidades que têm sido constatadas. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), 620 mil pessoas receberam o auxílio de forma indevida. A lista inclui empresários e filhos de pessoas públicas. “São mais de R$ 370 milhões repassados a pessoas que sequer precisam desse recurso. Corrigir essas falhas é um passo importante para atendermos quem de fato é vulnerável”, acrescenta.
