O futuro político do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (SD), ainda é incerto. O vereador tem dito que estuda duas possibilidades. A primeira é tentar a reeleição de vereador e, se obtiver êxito, articular para se manter como o chefe do Legislativo a partir de 2021.
A segunda opção é integrar a chapa de Bruno Reis (DEM) para disputar a prefeitura soteropolitana, como candidato a vice. Nos bastidores, o comentário é de que o prefeito ACM Neto (DEM) quer que o vice seja do PDT – partido da base do governador Rui Costa (PT) e que tem como principal figura o ex-ministro Ciro Gomes.
Neste cenário, segundo os aliados, Neto trabalharia com dois nomes para ser o postulante a vice. Um deles é de Geraldo Júnior e o outro é do secretário municipal de Saúde (SMS), Leo Prates, que se filiou no início deste mês ao PDT.
O presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, descartou qualquer possibilidade de seu partido receber Geraldo Júnior também. “É impossível (Geraldo Júnior ir para o PDT). Não tem nenhuma conversa sobre isso. O PDT não é barriga de aluguel. Não tem chance. Só temos candidato a prefeito que é Leo Prates”, declarou.
Félix também tem rechaçado a hipótese de sua agremiação indicar o vice. “Não tem conversa sobre ser vice”, frisou. “O PDT é o único partido que não quer ser vice. E todos colocam como o vice ideal.
Se nós somos o vice ideal, também podemos ser a cabeça ideal”, acrescentou. Na Lavagem do Bonfim, o mandatário do Legislativo soteropolitano estabeleceu um prazo para definir o futuro político.
“Em março, irei tomar minha decisão se sou candidato de novo a renovação do meu mandato, ao quarto mandato a vereador de Salvador, ou se vou compor a chapa com o vice-prefeito Bruno Reis”, relatou Geraldo Jr., que completou com uma declaração profética: “Uma coisa é certa: eu ainda vou governar a minha cidade”.
