Polícia

Vinte e seis entidades apoiam jornalistas do The Intercept Brasil

Os jornalistas têm sido alvo de ataques e intimidação desde o dia 9 de junho, quando começaram a publicar diálogos vazados do Telegram envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, então juiz, e procuradores da Lava Jato. Nas conversas, Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de trocas de mensagens.

Na semana passada, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas suspeitas de terem invadido o celular de Moro e outras autoridades.

O The Intercept Brasil firmou parcerias com veículos da imprensa nacional para publicação do material, como o jornal Folha de S.Paulo e a revista Veja.

Desde o início das publicações, os integrantes do Intercept têm sido alvos de inúmeros insultos, denúncias caluniosas e ameaças de morte. Entre os ataques mais graves e recentes está a ameaça de prisão ao seu cofundador, Glenn Greenwald, no dia 27 de julho, feita pelo presidente Jair Bolsonaro. “Talvez ele pegue uma cana aqui”, disse, referindo-se a Greenwald.

O chamado também está disponível em inglêsespanhol e francês.

“Nós lembramos que o Estado brasileiro tem a obrigação de garantir a proteção dos comunicadores, assim como de investigar as graves ameaças recebidas pelos jornalistas do The Intercept Brasil e por veículos parceiros nessas revelações. A liberdade de imprensa e de informação são os pilares da democracia, elas transcendem diferenças políticas e devem ser a garantidas e protegidas a todo custo”, diz o chamado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo