Em maio, vendas do varejo baiano seguiram em alta, tanto frente a abril/21 (2,9%) quanto a maio/20 (29,4%)
** Avanço entre abril e maio no estado (2,9%) foi o segundo consecutivo e acima do resultado nacional (1,4%);
** Com esse desempenho, o volume de vendas do comércio varejista na Bahia já está 4,3% acima do patamar pré-pandemia;
** Crescimento das vendas frente a maio de 2020 (29,4%) também ficou acima do nacional (16,0%) e foi o segundo maior para o estado em 20 anos;
** Em maio 21/maio 20, mais uma vez, 7 das 8 atividades do varejo baiano tiveram altas na vendas. Elas foram puxadas novamente por vestuário (410,3%); só supermercados mostraram queda (-9,4%), a sétima seguida;
** Com o desempenho do mês, o varejo na Bahia acumula alta de 9,5% entre janeiro e maio de 2021, resultado acima do nacional (6,8%). O desempenho do setor no estado também passou a ser positivo no acumulado em 12 meses (3,5%), ainda que continue abaixo do nacional (5,4%);
** Em maio, as vendas do varejo ampliado na Bahia cresceram tanto frente a abril/21 (4,3%), quanto a maio/20 (44,0%).
Em maio, as vendas do varejo na Bahia seguiram em alta, ficando 2,9% maiores do que em abril, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo avanço consecutivo nessa comparação – as vendas haviam crescido 11,4% de março para abril, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
O resultado do comércio varejista baiano entre abril e maio (2,9%) ficou acima do verificado no Brasil como um todo (1,4%), mas foi apenas o 15o entre as 27 unidades da Federação. Nesse confronto, só Goiás apresentou variação negativa das vendas (-0,3%), enquanto Amapá (23,3%), Ceará (9,4%) e Minas Gerais (9,2%) tiveram os maiores crescimentos.
Com o desempenho de abril para maio, o volume de vendas do comércio varejista na Bahia já está 4,3% acima do patamar verificado no pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
O desempenho do varejo baiano também foi bastante positivo na comparação de maio/21 com maio/20, com avanço de 29,4%.
Foi o segundo maior crescimento para o estado, nessa comparação, em toda a série histórica da PMC, iniciada em 2001 para o indicador interanual. O resultado veio, porém, em cima de uma intensa queda verificada em maio de 2020, frente a 2019 (-20,8%, o segundo recuo mais profundo desde o início da pesquisa).
Também foi o segundo avanço consecutivo nas vendas do varejo baiano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde outubro de 2020, bem maior que o do país como um todo (16,0%) e o sétimo entre os estados.
Frente a maio de 2020, só Tocantins teve queda nas vendas do varejo (-2,7%); os melhores resultados ficaram com Amapá (92,0%), Piauí (44,6%) e Pará (43,4%).
Com o desempenho do mês, o varejo baiano acumula alta de 9,5% nas vendas, entre janeiro e maio de 2021, frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado no estado está acima do nacional (6,8%).
O desempenho do setor na Bahia também passou a ser positivo no acumulado nos 12 meses encerrados em maio (frente aos 12 meses anteriores), com alta de 3,5%. É o primeiro crescimento das vendas nessa comparação desde março de 2020, quando se iniciou a pandemia. O Brasil como um todo mostra avanço de 5,4% nas vendas do varejo, nos 12 meses encerrados em maio.
Pelo segundo mês consecutivo, 7 das 8 atividades do varejo baiano têm altas na vendas, puxadas por vestuário, e só supermercados caem
Em maio, na Bahia, pelo segundo mês consecutivo, 7 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram aumentos nas vendas, frente ao mesmo mês de 2020.
A taxa mais positiva veio mais uma vez do segmento de tecidos, vestuário e calçados (410,3%), que teve novo avanço recorde, superando com folga a queda que havia sido registrada em maio de 2020, frente a 2019 (-81,0%).
Com o forte avanço, a atividade já mostra crescimento nas vendas no acumulado entre janeiro e maio deste ano (20,2%), frente ao mesmo período do ano passado, embora siga em queda no acumulado em 12 meses (-12,0%).
Com a segunda maior alta, as vendas de outros artigos de uso pessoal (97,2%) tiveram a segunda principal contribuição para o bom resultado geral do varejo baiano em maio. A atividade, que concentra as vendas dos grandes varejistas on-line, apresentou seu terceiro resultado positivo consecutivo.
Assim como havia ocorrido em abril, o único resultado negativo do varejo baiano em maio 21/maio 20 veio dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,2%).
Segmento de maior peso na estrutura do comércio na Bahia, ele mostrou o sétimo resultado negativo consecutivo (recua desde novembro de 2020) e já acumula perda de -9,3% no ano, segundo pior resultado entre as atividades, à frente apenas de livros, jornais, revistas e papelaria (-35,4%).
Vendas do varejo ampliado na Bahia crescem, tanto frente a abril/21 (4,3%), quanto a maio/20 (44,0%)
Em maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano seguiu em crescimento (4,3%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo resultado positivo consecutivo para o indicador no estado e acima do nacional (3,8%).
Frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo ampliado na Bahia também cresceram em maio (44,0%). Foi um resultado melhor que o do Brasil como um todo (26,2%) e o terceiro aumento consecutivo para o estado.
Foi ainda o segundo maior avanço das vendas do varejo ampliado desde o início da série histórica da PMC para esse indicador, em 2015, inferior apenas ao apresentado em abril (52,5%). Entretanto, esse crescimento se deu em cima da segunda maior queda na série histórica (-27,4%), registrada em maio de 2020, frente ao mesmo mês de 2019.
O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.
No confronto com maio de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o quarto crescimento consecutivo (142,1%). O estado teve o segundo maior aumento do país no mês entre as 12 unidades da Federação onde o indicador é pesquisado, abaixo apenas de Pernambuco (161,8%)
Este foi também o segundo maior crescimento da venda de veículos da série histórica, iniciada em 2001, inferior apenas ao registrado em abril (146,2%). Porém, o aumento se deu em cima da segunda maior queda da série histórica para a Bahia (-53,6% em maio20/maio19).
As vendas de material de construção também se mantiveram em alta no estado (3,5%), em maio, mostrando o terceiro resultado positivo consecutivo, porém apresentando o menor crescimento do país.
No acumulado no ano de 2021, o varejo ampliado da Bahia seguiu em alta (15,5%), com um resultado superior ao do Brasil como um todo (12,4%).
Nos 12 meses encerrados em maio, as vendas do varejo ampliado no estado passaram a apresentar avanço (3,4%) pela primeira vez desde março de 2020, porém em um patamar inferior ao nacional (6,8%) e com o terceiro pior resultado entre os estados.
