Política

Robinson critica privatização e mudança de nome da Landulpho Alves

A privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), concluída pela Petrobrás, e a mudança do nome do equipamento pelo grupo dos Emirados Árabes para Refinaria de Mataripe foram alvo de criticas do deputado estadual Robinson Almeida (PT).

O parlamentar viu as medidas como grande retrocesso e desrespeito a história da refinaria na Bahia, localizada em São Francisco do Conde. A Landulpho Alves foi a primeira refinaria brasileira privatizada pelo governo Bolsonaro. A medida, que entrega ao capital internacional importante equipamento nacional, na avaliação de Almeida, deve encarecer ainda mais o preço dos combustíveis e do gás na Bahia.

“O Mubadala, grupo árabe que comprou a Refinaria Landulpho Alves chegou muito mal à Bahia. Ao mudar o cinquentenário nome da RLAM para refinaria Mataripe desrespeita a história de mais de cinquenta anos de um equipamento fundamental no desenvolvimento da Bahia”, criticou o parlamentar.

“É um grave crime de lesa-pátria a privatização pelo governo Bolsonaro da matriz energética brasileira e de toda estrutura, como nossas refinarias, construída há décadas pelo povo brasileiro. O Brasil, que com Lula consolidou seu protagonismo e sua auto-suficiência enérgica, com Bolsonaro tornar-se dependente e refém das oscilações do mercado internacional, o que trará graves prejuizos econômicos e sociais, com repercussão ainda mais grave nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, afetando especialmente a população mais pobre”, protestou Robinson Almeida.

Com a venda da operação da refinaria para o grupo Mubadala Capital a Petrobrás recebeu R$ 10,1 bilhões. A projeção do governo Bolsonaro é privatizar oito refinarias brasileiras.

História

A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi a primeira grande refinaria nacional de petróleo. Sua criação, em setembro de 1950, foi impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia, no bairro do Lobato, em Salvador, no governo do presidente Getúlio Vargas. Natural de Santo Antônio de Jesus, o ex-governador e senador Landulpho Alves emprestou seu nome ao equipamento que simbolizou o sonho brasileiro de auto-suficiência energetica.

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