A Revista Odù: Contracolonialidade e Oralitura apresenta uma perspectiva editorial que traz a oralitura e a contracolonialidade das experiências africanas, diaspóricas e indígenas a partir uma série de relatos, textos, poesias, contos, fotografias, gravuras e ilustrações. Ouvindo as poesias de Ifá e de seus Odùs, confluímos nesta primeira edição com mais de 30 colaboradores, entre mestres e mestras do saber, lideranças indígenas, sacerdotes e artistas e teremos a participação de grandes nomes como Mateus Aleluia, Mestre Nego Bispo, Dona Dalva do Samba, Cacica Valdelice, Tiganá Santana, Seu Badú, Vovó Cici, Mameto Ilza Mukalê, Mãe Edinha, Mãe Marlene, entre outres… contamos as histórias de retomadas de território e de manifestações culturais, como a luta das mulheres Pataxós, do Manto Tupinambá, da Chegança de Marujos Fragata Brasileira, do Ajeum da diáspora, da Deusa do ébano, da cozinha pataxó, da Teia de Povos e muito mais! Teremos gravuras inéditas feitas pelo gravurista Artur Soares, aquarela de Maine Jesus, além de quadros do artista plástico beninense Azèbaba e fotografias de Ismael Silva. O lançamento da Revista Odù ocorreu em abril e contou com live de lançamento e roda de conversa com a equipe e com os colaboradores no canal do YouTube Confluências Afroindígenas!
As reportagens foram elaboradas a partir dos conhecimentos expressos nos fazeres e saberes de mestres e mestras da cultura que atuam através do uso da palavra cantada, versada, pintada confluindo ontologias centradas em modos de existência contracoloniais. Esses relatos orais foram transcritos e transformados em textos respeitando a fala e o discurso de cada um destes mestres e destas mestras para compor o resultado final da Revista Odù. Sob o olhar atento e resolutivo de Mestre Nego Bispo, confluímos esses saberes das retomadas em rios que se unem e sua correnteza segue mais forte.
Buscando colaborar com a articulação de diversos territórios, como escolas, quilombos, aldeias e terreiro, estivemos imersas/os em escritas, imagens e saberes que nos inspiraram e ensinaram com muita generosidade, a partir de suas vivências, outros paradigmas que fogem a cultura hegemônica. Seguindo esses saberes, nossa revista ouviu essas poesias da ancestralidade, confluiu-as com a experiência afroindígena na diáspora e projetamos essas oralidades como rizomas, redes entre os povos contracoloniais, confluindo suas histórias de luta, de resistência e de beleza.
São mil cópias impressas para distribuição no estado da Bahia, sobretudo no circuito dos povos de aldeia, quilombo e terreiro!
