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Respeite o Não da criança”, por Silmara Araujo

Silmara Araujo é moradora de Amargosa e escreveu sobre este tema de grande repercussão na sociedade

Como é bom ver os nossos filhos dando gargalhadas enquanto fazemos cócegas neles, gostamos tanto que muitas vezes eles pedem para parar, mas não paramos. É muita diversão! Será?

Voce sabia que a criança precisa ser respeitada? Existem situações em que os adultos ignoram quando uma criança se sente desconfortável com algumas brincadeiras e uma delas é a cócega. Estudos revelam que mesmo a criança rindo, isso não é um sinal de que ela está gostando, pois o riso é involuntário, mas internamente a sensação é de aflição e não de prazer e que o cérebro (região do hipotálamo) interpreta a cócega insistente como ameaça gerando ansiedade e dor, em bebes pode causar dificuldade respiratória, engasgo ou danos na sua pele sensível, sem falar que essa brincadeira pode ser humilhante ou assustadora principalmente se for feita em público ou com força. Cócegas forçadas ensinam as crianças que o corpo dela não lhe pertence, e isso dificulta a criança a se defender contra o abuso porque essa pratica ignora os limites corporais da criança.

E o que isso tem a ver com abuso sexual?

Essas atitudes dos adultos violam os direitos que a criança tem de ser atendida e respeitada por nós, quando o seu NÃO ou o seu PARE, não é ouvido isso ensina ela a tolerar toques desagradáveis. Para protegermos nossas crianças de qualquer tipo de abuso de violência, inclusive sexual, temos que diariamente passar a mensagem em palavras e ações de que ninguém pode tocar no seu corpo sem o consentimento dela e que qualquer toque que cause desconforto ela deve dizer “NÃO”, muitos podofilos
abusam as crianças através de brincadeiras. Se no nosso cotidiano falamos isso, mas não respeitamos os limites do corpo infantil, nossas palavras perdem a força.

Portanto, se alguém da sua família estiver fazendo cocegas ou outro tipo de brincadeira que seu filho não se sente bem interfira e observe quem brinca e como brinca, quando você age assim você mostra a ela que você se interessa em protege-la e isso lhe traz segurança emocional e segurança no ambiente em que ela convive. A criança tem autonomia sobre o seu corpo e ela tem voz, dito isto, vamos ouvir mais as nossas crianças!

“O que sabemos é uma gota, mas o que negligenciamos é um oceano” Isaac Nilton.
Silmara Araujo

AMARGOSA 16/04/26

Ivanildo Bastos

Ivanildo Bastos é comunicador, radialista e locutor, atualmente cursando Jornalismo. Licenciado em Biologia, atua como repórter da Criativa On Line há 22 anos, destacando-se pela experiência, dedicação e compromisso com a informação de qualidade.

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