
Em meio à aproximação do senador Angelo Coronel (PSD) com o grupo liderado por ACM Neto (União Brasil), o deputado federal Márcio Marinho, presidente estadual do Republicanos, afirmou ontem (10) que a legenda espera integrar a chapa majoritária da oposição ao governo da Bahia por considerar essa participação uma questão de justiça política.
Segundo Marinho, o Republicanos tem um histórico de apoio consistente ao projeto encabeçado por Neto, diferentemente de aliados que, de acordo com ele, só se somam quando enxergam um cenário favorável de vitória. “Diferentemente de pessoas que chegam quando vislumbram uma possibilidade de vitória, o Republicanos vem caminhando há muito tempo com o candidato e com seu grupo político, contribuindo tanto na política quanto na gestão”, declarou.
O dirigente reconheceu que a chegada de Angelo Coronel ao campo oposicionista, com a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado, é um movimento relevante e que altera o tabuleiro político. Ainda assim, ressaltou que a mudança não pode significar a exclusão de partidos que já compõem o grupo, como o Republicanos.
A sigla, que em 2022 indicou a empresária Ana Coelho para a vaga de vice na chapa de ACM Neto, trabalha atualmente com o objetivo de ocupar uma das cadeiras ao Senado. Para isso, apresenta dois nomes à mesa de discussão: o próprio Márcio Marinho e o ex-deputado federal Marcelo Nilo.
“A prioridade é indicar uma das vagas ao Senado. Conversas com Neto indicaram o desejo do partido. Com a vinda de Angelo Coronel, teremos que repensar o jogo, mas o partido não vai abrir mão de participar da chapa majoritária”, reforçou Marinho, sinalizando que há disposição para diálogo a fim de acomodar os interesses dos aliados.
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O presidente estadual do Republicanos também admitiu a possibilidade de filiação de novos quadros à legenda com o objetivo de fortalecer o projeto oposicionista, mas fez questão de impor limites a esse movimento. Para ele, quem chega agora precisa respeitar a trajetória do partido.
“Um eventual novo filiado entra na fila e isso já foi tema de várias conversas no passado. Preciso primeiro entender a motivação de as pessoas de se filiarem ao partido. A executiva estadual analisa se é bom ou ruim. Mas se impuser condição, não quer construir mas usar o partido”, destacou.
Marinho informou ainda que, desde o rompimento de Angelo Coronel com o governo estadual e sua reaproximação com ACM Neto, ainda não houve uma conversa direta com o ex-prefeito de Salvador sobre a composição da chapa e os rumos da campanha. “Aguardo uma conversa mais objetiva com o candidato para tratar desses assuntos”, disse.
Tribuna da Bahia
