
A facilidade com que encontramos diversos alimentos na versão industrializada está diretamente associada com a falta de tempo no dia a dia. Afinal, para muitos, manter uma alimentação balanceada nem sempre é algo que cabe dentro da rotina de forma simples, já que exige o preparo de alimentos e uma atenção maior aos hábitos na hora de comer.
No entanto, com a popularidade de dietas como o veganismo, e a maior possibilidade de encontrar alimentos orgânicos em diversos lugares, muitas pessoas buscam uma reeducação alimentar. Segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde em 2019, 1 a cada 10 crianças menores de 5 anos de idade estão na linha de sobrepeso ou obesidade.
Isso preocupa não só médicos e nutricionistas, que alertam para os riscos da obesidade em crianças, como também os pais. Neste artigo você confere a importância que a reeducação alimentar tem para pessoas de todas as idades, e como incentivar pequenas mudanças de hábito na sua família.
Como anda a alimentação dos brasileiros em 2022
Enquanto 3 a cada 10 famílias brasileiras lidaram com a insegurança alimentar em 2022 (PENSSAN), 57 mil brasileiros morrem por ano com doenças relacionadas ao consumo de alimentos ultraprocessados. Os dados são de um estudo feito pela parceria da USP, Fiocruz e Universidade de Santiago do Chile.
Os cenários são bem diferentes, mas demonstram como o consumo de alimentos no Brasil não é um assunto amplamente discutido. Ao mesmo tempo que o país tem uma oferta gigante de produtores de alimentos orgânicos, a população, especialmente nos grandes centros urbanos, opta pela praticidade de produtos processados.
As etapas de uma reeducação alimentar
Quando falamos de reeducação alimentar, é preciso entender que nem todos possuem acesso desde a infância a esse tipo de informação. Em populações carentes, a necessidade por alimento é prioridade em relação à qualidade. Exemplo disso foram os episódios de pessoas buscando restos de ossos durante a pandemia.
A combinação de grandes redes de fast food, rotinas de vida aceleradas, equipamentos como micro-ondas e linhas inteiras de produtos pré-prontos incentiva hábitos alimentares menos saudáveis. Para adultos e crianças, isso significa uma redução da qualidade de vida, e maior propensão a desenvolver doenças cardíacas, por exemplo.
Identificando o problema
O primeiro passo para fazer uma reeducação alimentar em casa é identificar a fonte do problema. Sua família consome muitos alimentos congelados? A quantidade de alimentos ricos em gordura é maior que o de frutas, por exemplo? Mapear os hábitos de cada integrante da família é essencial para saber como começar.
Propondo pequenas mudanças
É fato que boa parte da educação passada durante a infância tende a refletir na vida como um todo de cada pessoa. Se você tem filhos pequenos, introduza o máximo de alimentos variados possíveis, especialmente frutas, legumes e outros de origem natural. A probabilidade desse consumo virar um hábito é bem maior.
Na adolescência e fase adulta, dificilmente uma pessoa vai trocar um doce de banana pela fruta. Nesse sentido, comece a trocar sucos industrializados por opções naturais; substituir o açúcar branco por mel, ou ainda explorar receitas de sobremesas que usem frutas como principal ingrediente.
Criando rotinas alimentares
Especialistas recomendam que cada pessoa coma de 3 em 3 horas. No dia a dia, sabemos que nem sempre isso é possível. No entanto, dentro de casa, rotinas como tomar café da manhã juntos, almoçar ou jantar à mesa em conjunto são formas de estimular uma alimentação mais saudável.
Incentivando a exploração de novos sabores
E para quebrar a ideia de monotonia da rotina, que tal convidar a família para criar receitas e explorar novos sabores? Você não precisa abrir mão da macarronada de domingo, mas pode optar por fazer um molho com tomates cereja frescos ao invés de usar molho industrializado. Incentive a descoberta de novos alimentos, sem necessariamente obrigar o consumo.
