
Os últimos anos não têm sido fáceis na pele rubro-negra. Não havia mágica que pudesse reverter a situação do clube, ao menos até essa temporada. Sem muita expectativa, o atacante Rafinha foi contratado como mais um na janela de transferências e, com um belo cartão de visitas, invadiu o coração dos torcedores após dois gols na estreia no time titular. Mais do que triunfos, o jogador devolveu a perspectiva que faltava para a arquibancada. Agora, dá os últimos passos para levar o clube de volta à Série B e se tornar um herói no Vitória.
Ele apareceu de novo. Contra o Figueirense, no domingo, a volta do artilheiro do Leão na Série C impactou diretamente no bom resultado, uma vez que o atacante deu assistência para Tréllez marcar e manter a Fábrica de Craques dependente das próprias forças para conquistar o acesso. O drible nos dois marcadores antes do passe já ativou o superpoder, o de pôr um sorriso no rosto dos torcedores. A partida contra o já eliminado Paysandu decidirá se tudo valeu a pena, por isso Rafinha optou por cautela.
“Nenhum jogo é fácil. Nosso grupo é muito difícil, o time do Paysandu é muito qualificado. Eles não conseguiram se manter vivos até agora, mas é um time chato. A gente sabe da dificuldade que é jogar lá, então sabemos que eles vão dificultar ao máximo. Vai ser um bom jogo. A gente sabe da nossa qualidade e da importância do jogo, então vamos focados para conseguir nosso objetivo”, analisou o atleta.
O fato é que não há como negar a importância do jogador para o ataque rubro-negro. Com nove gols marcados e uma assistência na última partida, Rafinha chegou a dez participações diretas em tentos pelo Vitória na Série C. No total, o atacante aparece com influência em quase 50% das vezes em que a equipe balançou as redes, sendo 24 o total do time inteiro. A importância ainda se estende em pontos. Não é como se o camisa 11 só marcasse quando a Fábrica de Craques tinha ampla vantagem ou domínio sobre a partida. Na fase regular, foram três gols que garantiram cinco pontos para o elenco de João Burse. Ou seja, sem ele o Vitória não chegaria perto da chance de classificação entre os oito. No quadrangular, a assistência contra o Figueira deu mais três pontos e impediu o Nego de viver uma outra situação dramática.
A Tarde
