
Filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia se reunem neste sábado na Assembleia Legislartiva para fgazer um balanço das eleições e traçar diretrizes para os futuros governos de Jerônimo Rodrigues e Luís Inácio Lula da Silva. O Governador eleito, inclusive, estará presente no encontro.
O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, atendeu a imprensa antes do encontro e falou sobre a composição do governo de Jerônimo e sobre sua viagem a Brasília essa semana, onde visitou o grupo de transição federal. Ele destacou o peso do governador Rui Costa e do senador Jaques Wagner e não descartou um terceiro nome do PT baiano no ministério de Lula.
Quanto à sua própria participação no secretariado de Jerônimo, Éden afirma que a prioridade é cumprir o último ano de seu mandato à frente da direção estadual do PT, mas que um eventual convite será discutido entre a direção.
Valadares avalia a transição na Bahia de forma mais tranquila, uma vez que se trata de “uma transição de dois governos do mesmo partido, do mesmo projeto”. Ele relata que o governador eleito Jerônimo tem se reunido frequentemente com ele e destaca a abertura de diálogo, com a sociedade civil organizada, com os políticos, com especialistas. “É um trabalho de atualização, do desenho do estado, atualização das obras que nós já temos contratadas”.
Segundo ele, a transição estadual tem características muito diferentes da montagem do governo Lula. “O governador Rui Costa, graças a Deus, deixa muita coisa já pronta pra Jerônimo poder tocar, então aqui, digamos, é um processo só de atualização. Lá em Brasília, não. Lá é um processo de reconstrução. Reconstrução das instituições, reconstrução do orçamento federal e reconstrução do nosso país”.
Éden compara os perfis de Jaques Wagner e Rui Costa, cada um com oito anos à frente do governo estadual, e acredita que Jerônimo seja uma síntese dos seus antecessores. “Jerônimo reúne as melhores características de Wagner e de Rui. De Rui a competência, o compromisso com o trabalho, com as metas, e de Wagner essa disposição de dialogar, de conversar, de convencer e ser convencido”.
O dirigente petista ressalta a expressiva votação de “quase quatro milhões e meio de votos” e confirma o entusiasmo compartilhado com correligionários e aliados “de primeiro e segundo turno”. “Estamos muito animados com a possibilidade de fazer um governo ainda melhor, do que foi o de Wagner, do que foi o de Rui. Rui foi melhor que Wagner, nós vamos trabalhar pra Jerônimo ser melhor que Rui”.
A Tarde
