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Produção sustentável de biojoias é aposta de agricultores do Baixo Sul

O segmento da moda e de acessórios sustentáveis é uma alternativa de emprego e renda para mais de 120 agricultores e agricultoras da Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (Abpagi), do Baixo Sul baiano, com sede no município de Ituberá. A associação vem investindo na produção de biojoias. e conta com o apoio do Governo do Estado, com investimentos que ultrapassam R$ 1,5 milhão, por meio do projeto Bahia Produtiva. 

As biojoias são produzidas com matérias-primas naturais, disponíveis na região, a exemplo do coco da piaçava e sementes de seringueira, além de outras sementes extraídas da Mata Atlântica local, de forma ambientalmente sustentável. Além das biojoias, o artesanato de piaçava também é alternativa de renda na produção de artesenato. Em 2020, a Abpagi conseguiu faturar R$ 462,4 mil, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas com a pandemia. 

As peças são elaboradas com insumos genuinamente brasileiros, valorizando sua iconografia e os elementos culturais e a ancestralidade de povos e comunidades tradicionais. A partir daí, brincos, colares e pulseiras são produzidos por agricultoras familiares baianas, para acessarem os mercados e ganharem o mundo. A iniciativa conta com a parceria da Michelin, uma das principais fabricantes de pneus do mundo, por meio do programa Arte Sustentável Michelin Ouro Verde Bahia. 

Mônica Pereira, responsável pelo Arte Sustentável Michelin Ouro Verde Bahia, destaca que o trabalho desenvolvido pela Abpagi é feito com compromisso e seriedade: “A experiência tem sido muito positiva. Todos se adaptaram às novas tecnologias, mesmo a distância, devido à pandemia. Estamos muito felizes com os resultados alcançados até o momento e ansiosos pela possibilidade da comercialização de peças feitas em nossa região e em diversos locais do país e do planeta”. 

O programa Arte Sustentável Michelin Ouro Verde Bahia contemplou, desde a formação das artesãs, pela designer de biojoias amazonense Maria Oiticica, 

até o processo de comercialização. As peças produzidas serão comercializadas pela grife em todo o país e em suas parcerias no exterior, neste ano de 2021. 

“Estamos com altas expectativas e felizes. É um projeto que vai trazer mais renda para a gente, além de valorizar nosso trabalho e nossa região. Nossas biojoias serão conhecidas nacional e internacionalmente”, afirma Danila de Jesus, jovem artesã da Abpagi.  

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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