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Povos originários ocupam localidade em Pedra Branca, município de Santa Terezinha

Na manhã deste domingo (10), três ônibus com povos indígenas estacionou na Vila de Pedra Branca, município de Santa Terezinha no Piemonte do Paraguaçú.

47 originários da etnia Cariris – Sapuyas (Sabujás), eles vieram do Caramuru, Catarina Paraguaçú, no município de Paul-Brasil no no Litoral Sul e de acordo com eles, cerca de 300 devem retornar para a antiga tribo. São mais de 4 mil, os povos desta etnia na Bahia.

Um internauta da Criativa, João Gustavo, conversou com os indígenas que destacaram que vieram pra ficar. Esse local aqui é dos nossos ancestrais e do nosso povo também e estamos aqui lutando pelos nossos direitos.

Confira a letra o Hino de Santa Terezinha, que faz referência aos povos originários:

Aspectos históricos:

Uma reflexão sobre a revolta dos índios da Pedra Branca de 1834

aldeia da Pedra Branca era uma aldeia indígena na bacia do rio Paraguaçu, testemunhou uma insurreição realizada por seus habitantes, predominantemente kiriri-sapuiá.

Disputas entre autoridades locais, num cenário de incertezas e tensões motivadas pela crise política do Período Regencial (1831-1840), deram contorno peculiar ao movimento, fornecendo as bases para que alianças fossem tecidas pelos rebelados, fato que foi decisivo para o rumo dos acontecimentos.

Este fato, mostra a presença do nativo na história do Brasil, colocando-os na condição de sujeitos históricos.

Em 1818, a Aldeia da Pedra Branca recebeu a visita do naturalista Von Martius, que anotou registros da existência das línguas faladas pelas duas etnias que habitavam a aldeia naquela época: os Cayriri (Kariri) e os Sabuja (Sapuyá). A aldeia foi destruída, no século XIX, após seguidas guerras e revoltas, como a revolta que eclodiu entre os meses de junho e julho de 1834.

Em razão da destruição da aldeia, os nativos tiveram de fugir desse território e se estabelecer, por décadas, em outras áreas, como a Aldeia Santa Rosa (situada no atual município baiano de Jequié), até serem reunidos, no final da década de 1930, na terra indígena Caramuru-Paraguaçu, segundo relato colhido por Curt Nimuendaju.

No lugar da antiga aldeia há uma localidade chamada Pedra Branca, distrito do município de Santa Teresinha, cuja população é formada por alguns dos remanescentes dos indígenas aldeados que se miscigenaram com outras populações.

Atualmente, muitos desses indígenas que fugiram compõem a maioria (cerca de 75%) dos que vivem na TI Caramuru-Paraguaçu e são genericamente designados como Pataxó Hã Hã Hãe (nome de um dos dois grupos que primeiro habitaram a terra indígena) e que enfrentam, há mais de vinte anos, um terrível conflito e uma demanda judicial pela retomada de suas terras, invadidas por fazendas.

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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