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Descubra por que temos reações a vacinação contra a Covid-19

Apesar do ritmo lento da vacinação no Brasil contra a covid-19, é possível que você já tenha escutado relatos de pessoas que receberam o imunizante e tiveram reações, como dor de cabeça, febre, mal-estar, dor no corpo e no local da aplicação. Essas respostas do organismo estão longe de ser incomuns ou mesmo motivo para deixar de se vacinar contra a doença com as duas doses recomendadas.

Segundo a clínica-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito, todas as vacinas, e não somente a contra o novo coronavírus, podem proporcionar alguns sintomas leves após a dose, o que está relacionado ao estímulo que a vacina proporciona ao sistema imunológico. “Não conseguimos definir quem terá essas reações leves, mas elas são esperadas e, portanto, consequências normais e comuns que não devem causar preocupação inicial”, reforça a médica.

Estes sintomas podem surgir após a imunização e tendem a desaparecer em até 72 horas. Apesar do incômodo, a especialista enfatiza que a automedicação não deve ser uma alternativa para amenizá-lo. “A ingestão de qualquer remédio sem prescrição médica é contraindicada e isso não está relacionado a vacina, mas a qualquer cenário. Caso os indícios persistam, procure um especialista. Mas, em geral, eles cessam em um período curto e de forma natural”, diz.

Outro erro comum que surge a partir destas manifestações do organismo é acreditar que as reações significam que a pessoa foi infectada. Lígia Brito é enfática em negar que a vacina possa transmitir o vírus e adoecer as pessoas. “A vacina não apresenta esse risco em transmitir a doença. Nenhum imunizante contra a covid-19 é feito com o vírus vivo e, portanto, não tem o poder de infectar e causar doença. As reações são consequências do estímulo para a produção de anticorpos pelo organismo”, destaca.

Ainda que a imunização seja umas das mais importantes formas de controle da pandemia, é preciso seguir com os outros cuidados mesmo após a aplicação das duas doses da vacina. A clínica-geral lembra que esse recurso não é a cura e sozinho não é capaz de solucionar a disseminação do vírus. “Precisamos seguir com o uso correto de máscara, distanciamento social e higienização das mãos mesmo imunizados. Não podemos relaxar”, alerta.

Informações da clínica-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito.

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