
Na manhã desta quarta-feira (16/07), a Polícia Civil da Bahia, através do Núcleo de Homicídios de Jequié, deflagrou a Operação Parabellum, e parceria com agentes de segurança pública – entre policiais civis, militares e federais – em diversos pontos de Jequié, sudoeste baiano. A ação foi direcionada ao cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra suspeitos ligados a uma facção criminosa investigada por assassinatos, tentativas de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.
Os policiais cumpriram 18 mandados de busca em residências espalhadas pela cidade. Entre o material apreendido estão revólveres, munições, drogas diversas (porções de crack, cocaína e maconha), balanças de precisão, rádios comunicadores, aparelhos eletrônicos – celulares e tablets – além de sinalizadores e uma quantia em dinheiro.
Ao todo, sete prisões foram efetuadas: cinco por ordem judicial e duas em flagrante, e outras três pessoas foram conduzidas à delegacia por delitos de menor potencial ofensivo. Durante as diligências, um dos investigados entrou em confronto armado com as equipes, foi alvejado, socorrido e não resistiu. Um alvo permanece foragido, e as buscas continuam.
Segundo o Delegado do Núcleo de Homicídios da 9ª Coorpin/Jequié, Dr. Álef Augusto, responsável pelo inquérito, a ofensiva faz parte de uma estratégia de longo prazo para enfraquecer o crime organizado e reduzir os índices de mortes violentas em Jequié, cidade que figura entre as mais afetadas pela disputa de facções no estado. A corporação ressalta que novas etapas da investigação podem resultar em novas prisões e apreensões.
A expressão “Parabellum” deriva da expressão latina Si vis pacem, para bellum (“Se queres a paz, prepara-te para a guerra”) e, ao longo do tempo, tornou-se sinônimo de prontidão bélica. Ao escolher esse nome para a operação, o Núcleo de Homicídios de Jequié quis sublinhar a ideia de que, frente ao avanço de facções armadas, o Estado precisa estar igualmente preparado e organizado para restabelecer a ordem.
