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Oscar: Relembre 5 figurinos que marcaram o Cinema

Às vésperas da 95ª cerimônia do Oscar, está aberta a temporada de palpites. Também fundamentais na composição dos filmes, os figurinos que vestem atores e atrizes terá sua vez na noite do dia 12 — e a disputa inclui criações de peso.

Nesta edição, concorrem ao prêmio de melhor figurino os filmes “Babilônia”, assinado por Mary Zorphes; “Elvis”, de Catherine Martin; “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo”, feito por Shirley Kurata; e Sra. Harris vai à Paris, pelo trabalho de Jenny Beavan.

Se a marca registrada de “Babilônia” foi a discrição das 7 mil roupas criadas para o filme, “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo”, filme campeão de indicações ao Oscar (11), concorre por meio da variedade de combinações inspiradas no K-Pop.

No retrospecto, os figurinos premiados têm em comum sua conexão com a ambientação do filme e sobretudo os personagens. Veja cinco dos mais marcantes da história da sétima arte:

As Patricinhas de Beverly Hills, 1995

Ainda que não tenha faturado a estatueta, a adaptação moderna do romance “Emma”, de Jane Austen, tem no figurino uma de suas principais virtudes. Ambientado em Beverly Hills, o enredo conta a história de Cher (Alicia Silvertone), uma adolescente abastada que passa o tempo em conversas fúteis e compras de shopping.

Contudo, há uma mudança em Cher ao conhecer Josh (Paul Rudd), que a faz repensar seu lugar no “mundo real”. Além do arco dramático dos personagens, o figurino das patricinhas cumpre papel fundamental na adaptação. Assinado pela figurinista Mona May, vestir looks de colegial com saias pregueadas e as candy colors, com estampas coloridas e contemporâneas, marca o aspecto jovial do filme.

Moulin Rouge, 2001      

Moulin Rouge acompanha o conflito do escritor Christian (Ewan McGregor), que enfrenta seu pai para se mudar ao bairro boêmio de Montmartre, em Paris. Lá, situa-se o famoso cabaré Moulin Rouge e diversos encontros marcam a trajetória do personagem.

Vencedor de duas estatuetas, o filme dirigido por Baz Luhrmann teve seu trabalho de figurino reconhecido pela academia. Assinado pela dupla Catherine Martin e Angus Strathie, o figurino burlesco em cena pintou o amor de vermelho.

Entre os principais itens que reviveram a Paris do século XIX, podemos destacar elementos como penteados de época, vestidos, jóias, semijóias e espartilhos glamourosos que ornaram as personagens femininas, como Satine (Nicole Kidman). Como resultado, o exímio trabalho da dupla marcou o cinema, alçando o figurino de Satina a uma peça icônica da cultura pop.

Star Wars, 1977-2019

Desde o capacete do Darth Vader até as vestimentas dos Jedis, muito da inovação de Star Wars tem no figurino um elemento chave. Fortemente influenciado pela estética japonesa, George Lucas buscou inspiração nos kimonos e robes na criação dos jedis. Já o capacete de Darth Vader trouxe referências dos uniformes de guerra.

Por sua vez, o personagem icônico do Chewbacca teve como modelo o cachorro de Lucas. Como o diretor mesmo disse: “Eu tinha um Malamute do Alasca quando estava escrevendo o filme… um Malamute é um cachorro muito grande […] Ter ela [sua cachorra] me inspirou a dar a Han Solo um ajudante que parecia um cachorro grande e peludo”.

Curiosidades à parte, o hall de fantasias é vasto em todos os filmes da franquia. Todo o aparato de Padmé Amidala e a Princesa Leia, a armadura dos Stormtroopers e, mais recentemente, o look despojado de Lando Calrissian, do filme “Solo”, fazem do futurismo de Star Wars uma joia do cinema.

O Grande Gatsby, 2013

Adaptado de um clássico da literatura norte-americana, o figurino de Grande Gatsby esbanja elegância e luxo. Protagonizado por Nick Carrey (Tobey Maguire), o enredo se passa nos EUA da década de 1920, a Era de Ouro do glamour de Hollywood e suas estrelas.

Neste cenário, o escritor e negociante Carrey se muda para Nova York, onde conhece seu vizinho Gatsby, um milionário e adepto de um estilo de vida permeado de festas e ostentação.

Assinado por Catherine Martin, o figurino destaca-se na produção dirigida por Baz Luhrmann, levando para a casa a estatueta na categoria. O corte reto e as saias plissada com franjas abaixo dos joelhos realçam a silhueta padrão da época. 

Bonequinha de Luxo, 1961

Por último, a clássica, porém sempre lembrada Bonequinha de Luxo. Desenhados pela estilista francesa Pauline Trigere, o figurino do filme chama atenção já no cartaz.

O espectador acompanha a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn), uma garota de programa nova-iorquina decidida a casar com um milionário. Contudo, em sua busca superficial pelo casamento perfeito, a personagem encontra na paixão por um escritor errante, Paul Varjak (George Peppard), motivos que contrariam seus objetivos de tornar-se rica.

Considerado atemporal pela revista ELLE, as costuras assinadas por Hubert de Givenchy, nome célebre da moda na década de 1961, garantiu sofisticação na medida certa à personagem de Hepburn, uma mulher tímida porém elegante. Os óculos escuros, a luva de ópera e o colar de pérolas compõem a roupa icônica das cenas iniciais da personagem, olhando a vitrine da joalheria Tiffany & Co. 

Redação Criativa

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