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Os novos desafios na geração de emprego em meio a crise do Coronavírus

Sob taxa recorde de desemprego, brasileiros vivem assombrados pela burocratização do mercado e falta de iniciativas públicas.

Desde 1870 —na “Grande Depressão” — que a economia mundial não é severamente afetada como no ano de 2020, em meio à crise gerada pelo novo coronavírus (COVID-19), segundo avaliação do Banco Mundial (BM). Ainda conforme o órgão internacional, a contração econômica ao redor do mundo vem sendo avaliada em 5,2%, fruto, principalmente, da estagnação das atividades econômicas.

Perdendo apenas para os Estados Unidos (6 mi), o Brasil (3,8 mi) ainda é o segundo país que mais registra casos do coronavírus no mundo, segundo dados do Center for Systems Science and Engineering (CSSE) — Johns Hopkins University. Entre as consequências indiretas do alto índice de disseminação da doença, estima-se que 716 mil empresas fecharam as portas na pandemia e pelo menos 8,9 milhões de postos de trabalho foram desfeitos, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Registrando uma taxa recorde de desemprego nos últimos 3 anos (13,3%), mais de 12,8 milhões de brasileiros estão sofrendo sem seus ofícios, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua). Embora a flexibilização das atividades econômicas seja uma tentativa de abrandar o mercado após inúmeras baixas, os desafios na geração de empregos em um cenário pandêmico e pós-pandêmico para retomada da economia seguem em aberto.

Segundo o empresário e pré-candidato a vereador de Salvador, Carlos Lopes, 61, os desafios para gerar emprego no Brasil coincidem com as poucas iniciativas públicas para trazer o trabalhador de volta ao mercado. O profissional afirma que desburocratizar a geração de emprego no país, dando mais autonomia aos novos empreendedores, é uma saída que precisa ser tomada com urgência para evitar que a crise se prolongue durante anos.

“Temos uma mão de obra abundante e notável no Brasil, contudo, essa magnitude é perdida ou pouco aproveitada pela má administração, desinformação e distribuição não igualitária de recursos. Como é difícil retornar ao mercado formal, muitos brasileiros acabam optando por empreender, e isso tem gerado bons frutos, inclusive no que tange a geração de empregos. É papel do município simplificar o comércio desses empreendedores enquanto estuda políticas públicas e cursos profissionalizantes que beneficiem outros setores, mantendo o mercado sempre aquecido”, explica.

De acordo com dados da “Serasa Experian”, 219 mil empresas foram abertas no mês de maio — durante a pandemia —, sendo os microempreendedores individuais (MEI’s) responsáveis por 78% desses novos negócios. Acompanhando o crescimento da categoria de MEI’s e microempresários brasileiros, Carlos explica que parte dos investimentos devem estar voltados à essa categoria, que vem sendo a base da economia em tempos de crise.

“Para conter as dificuldades que irão recair sob o governo após a pandemia, devemos valorizar desde já os pequenos e microempresários, que contribuem com a geração de empregos locais e o desenvolvimento econômico e social da comunidade. Essas micro e pequenas empresas funcionam como um grande instrumento de redução da pobreza, sendo um pilar sólido para manutenção da economia futuramente”, elucida.

Ainda segundo o empresário, o estímulo para a geração de emprego nacional deve ser feito através de cursos de capacitação (profissionalizantes), concessão de linhas de crédito, simplificação da política tributária e dos alvarás de funcionamento, implicando na transformação dos beneficiários do “Bolsa Família” em empreendedores.

“Ao mesmo tempo que os MEI’s e micro empresários podem usufruir de maiores benefícios e engajar a geração de novos ofícios na pós-pandemia, outros trabalhadores, dos mais diversos setores da sociedade, serão igualmente beneficiados com políticas públicas, como a implementação de cursos preparatórios em parcerias público-privadas, tendo em vista a crescente demanda do mercado de trabalho por especializações e experiência na área”, conclui.

Para mais informações sobre o mercado de trabalho na pós-pandemia, acesse a página do Instagram @carlosaa_lopes, entre em contato através do WhatsApp 71 98885–3464 ou e-mail [email protected]

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