Se há algo que se pode chamar de um mal silencioso que afeta o sistema bucal isso é o bruxismo. O movimento involuntário de forçar os dentes contra si próprios pode criar problemas duradouros para a arcada dentária. Isso por conta do atrito causado pelo ranger que leva a um desgaste irreversível.
Além da previsível quebra dentária, o bruxismo pode acarretar outros efeitos colaterais, como dor de cabeça, sensibilidade dentária e perda do esmalte.
Eis que o bruxismo tem sido um dos problemas intensificados pela pandemia. “O isolamento social e a possibilidade de contaminação pelo COVID tem levado muitas pessoas a desenvolver crises de estresse emocional”, comenta a cirurgiã dentista Dra. Euzébria Reguete, “esse estresse desencadeia problemas de saúde geral como um todo e em específico o bruxismo causando a tensão muscular e articular da face”.
Além disso a pandemia tem tornado mais complicada a busca por um tratamento adequado ao bruxismo. Afinal, muitas pessoas têm hesitado em ir ao dentista, devido a consulta solicitar que alguns dos cuidados chaves para prevenção do coronavírus devam ser relaxados no momento. Algo problemático por um lado, pois é com a devida consulta que se pode fazer exame que irá recomendar o tratamento mais adequado.
“O bruxismo não é uma alteração que há cura! Existem tratamentos paliativos para reduzir os males causados por ele”, alerta a Dra. Reguete. Ela lista os tratamentos paliativos que são usados para reduzir os problemas do bruxismo. Coisas como placas de proteção dentárias, aplicação de botox para relaxamento muscular, aplicação de ácido hialurônico nas articulações para lubrificação dos discos articulares, a prática de atividade física para liberação de endorfina e redução do estresse e algumas vezes medicamentos para reduzir os sintomas provocados por ele.
Evidentemente, alguns desses cuidados só podem ser adotados com a intervenção de um dentista. Outros, relacionados a diminuição do estresse, podem ser adotados por conta própria com os devidos cuidados.
