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Olodum fala sobre Masculinidade Tóxica

De modo geral, a importância de se tratar um tema como Masculinidade Tóxica está diretamente relacionada a violência contra as mulheres. Por isso, o Olodum em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia convida o público em geral para participar de uma Roda de Conversa sobre Masculinidade Tóxica, às 19 horas, do dia 31 de julho de 2019, amanhã, como parte das atividades do Julho das Mulheres Negras, Latino-Americanas e caribenhas e o Programa Respeita as Minas para enfrentamento de violências contra as mulheres.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, um milhão e seiscentas mil mulheres foram espancadas ou sofreram tentativas de estrangulamento no Brasil. Outros 22 milhões passaram por algum tipo de assédio. Sobre os casos de violência, 42% ocorreram nos ambientes domésticos.

Compreender que essa violência está diretamente relacionada com a cultura patriarcal e que são nos primeiros estágios da vida de uma criança que ela começa a ser orientada a se tornar uma pessoa machista e consequentemente violenta com as mulheres, transgêneros e travestis é fundamental para tratar do assunto de forma corretiva e assertiva.

Por outro lado, essa cultura patriarcal que direciona crianças as profundezas do machismo é violenta não apenas com as mulheres, mas, com os próprios homens. Ainda que não haja dados estatísticos que apontem diretamente para determinadas pesquisas, os depoimentos de muitos homens deixam claros como estes foram parar em situação de rua, se envolveram com álcool e drogas por causa de uma cultura que os ensinaram a não escutar, a não compartilhar dos seus sentimentos e principalmente a não aceitarem ajuda. Pois, a estes sempre foi oferecida apenas a obrigação de se tornarem provedores de seus lares.

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