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Negociações são retomadas em meio a ataques a civis na Ucrânia

Russos ofereceram rotas de fuga aos ucranianos para a Rússia e Belarus

Autoridades ucranianas afirmaram que uma fábrica de pães foi atingida por um ataque aéreo da Rússia nesta segunda-feira (7), enquanto os negociadores do país se reuniam para discussões com autoridades russas, após rodadas anteriores não terem gerado uma pausa no conflito.

Os corpos de pelo menos 13 civis foram recuperados dos escombros, após a fábrica na cidade de Makariv, na região de Kiev, ter sido atingida, disseram serviços locais de emergência. Cinco pessoas foram resgatadas, das 30 que estariam no local naquele momento. A Reuters não conseguiu verificar o ataque em um primeiro momento.

A Rússia havia oferecido rotas de fuga aos ucranianos para a Rússia e Belarus, sua aliada próxima, nesta segunda-feira, após tentativas de cessar fogo para a retirada de pessoas ao longo do fim de semana terem falhado. Na cidade portuária sitiada de Mariupol, centenas de milhares de pessoas continuam presas, sem comida e água, e sob bombardeios regulares.

Um negociador ucraniano pediu que a Rússia pare o seu ataque à Ucrânia, que, segundo a ONU, fez com que 1,7 milhão de pessoas fugissem para a Europa Central.

“Em alguns minutos, vamos começar a conversar com representantes de um país que realmente acredita que violência em larga escala contra civis é um argumento”, disse o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, no Twitter. “Provem que não é o caso.”

Pela proposta da Rússia, um corredor da capital Kiev levaria a Belarus, aliada da Rússia, e civis de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, seriam direcionados para a Rússia, segundo mapas publicados pela agência de notícias RIA.

“Tentativas dos ucranianos de enganar a Rússia e todo o mundo civilizado… são inúteis desta vez”, disse o ministério de Defesa da Rússia após anunciar os “corredores humanitários”.

Um porta-voz do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a proposta da Rússia era “completamente imoral”.

“Eles são cidadãos da Ucrânia, eles deveriam ter o direito de ir para o território da Ucrânia”, disse o porta-voz.

A Rússia nega estar deliberadamente tentando atingir civis. Chama a campanha que iniciou em 24 de fevereiro de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e retirar líderes que descreve como neonazistas. A Ucrânia e seus aliados ocidentais consideram isso um pretexto para uma invasão que busca conquistar a nação com 44 milhões de pessoas.

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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