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Moradores de Elísio Medrado pedem justiça por Milena em ato contra o feminicídio

Em mais um desabafo coletivo de dor e resistência, moradores, familiares e sobreviventes de violência doméstica se reuniram em manifestação neste fim de semana para pedir justiça por Milena, vítima de feminicídio. O ato público percorreu as ruas centrais do município e foi marcado por depoimentos emocionados de mulheres que vivenciaram situações de agressão.

Durante a mobilização, Renata Graziela, amiga e colega do curso de Enfermagem de Milena, visivelmente emocionada, declarou. “A gente tá aqui hoje pedindo justiça, e que a justiça continue sendo feita por Milena e por nós todas. Infelizmente, o feminicídio é o que mais está acontecendo no Brasil. Eu que passei por isso, espero que mais nenhuma mulher passe”, afirmou.

Justiça e impunidade: uma realidade contraditória

O caso de Milena, ainda com detalhes sendo apurados pelas autoridades, se soma a uma longa lista de vítimas da violência de gênero no Brasil. A manifestação não foi apenas um ato de luto, mas também uma denúncia sobre as falhas do sistema de justiça, que muitas vezes permite que agressores retornem ao convívio das vítimas, mesmo após denúncias formais.

“Muitos dizem que as mulheres têm medo de fazer sua parte, mas não é isso. A gente faz a nossa parte, vai à delegacia, dá queixa. Mas, infelizmente, a justiça solta e eles voltam às nossas vidas de novo.”

As palavras tocaram fundo quem acompanhava o protesto, refletindo a realidade de milhares de mulheres brasileiras que, mesmo após denunciarem, não encontram proteção efetiva.

Um pedido por mudança

Apesar da indignação, havia no ar também um sentimento de esperança de que, desta vez, a justiça será feita de forma exemplar. “Graças a Deus, dá para ver que a justiça está sendo feita. E que continue assim. Que o agressor fique lá, preso, para dar exemplo a outros.”

Contexto nacional

O Brasil registra uma média de um feminicídio a cada 6 horas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em muitos casos, as vítimas haviam procurado ajuda anteriormente, mas foram ignoradas ou não receberam proteção suficiente. Casos como o de Milena reforçam a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção e de responsabilização efetiva dos agressores.

O protesto em Elísio Medrado serve como alerta: enquanto mulheres seguirem morrendo por serem mulheres, a sociedade precisa se posicionar. O clamor por justiça por Milena é também um grito por todas as que ainda não foram ouvidas.

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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