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Março é o mês da conscientização sobre a endometriose

O mês de Março chegou trazendo um importante alerta para saúde da mulher. Durante as próximas semanas, ganha força a conscientização sobre a Endometriose. A doença atinge em torno de 6 a 7 milhões de mulheres no país (segundo a Associação Brasileira de Endometriose).

O “Março Amarelo”, como foi batizado, foi criado em 1993 pela ativista americana Mary Lou Ballweg e surgiu com o intuito de gerar informações sobre a doença.

“O Março Amarelo é uma importante ferramenta de ajuda no esclarecimento e entendimento da endometriose. É uma doença com bastante prevalente na fase reprodutiva das mulheres o porém habitualmente com um diagnóstico retardado o que gera muita dor e desconforto na maioria das mulheres até que seja realmente identificada”, explica Dr. Paulo Vitor Soares, do Núcleo de Endometriose e Fertilidade (NEF).

A endometriose é um problema muito frequente entre as mulheres em período fértil. Se temos em torno de 10% da população com esta patologia então no mundo, o número de mulheres que sofrem com a doença ultrapassa 175 milhões (dados da OMS). Ela pode gerar muitas dores, desconforto e é considerada uma importante causa da infertilidade. É uma doença crônica, caracterizada pela presença de tecido endometrial – que reveste a cavidade uterina – fora do órgão. Ela atinge mulheres em período reprodutivo devido à alta exposição ao estrogênio. “É importante individualizar as pacientes e avaliar a melhor forma de tratamento, com o intuito de buscar o alívio completo dos sintomas e preservar a fertilidade. Essas pacientes devem ser bem avaliadas e acompanhadas”, ressalta o especialista.

Tem como principal característica cólicas fortes, geralmente ligadas ao ciclo menstrual. A patologia pode cursar com sintomas específicos, como dores pélvicas crônicas; dor nas relações sexuais; alterações intestinais como constipação ou sangramento nas fezes; alterações urinárias e até infertilidade. Temos portanto uma doença de controle clínico com indicações cirúrgicas e cabe ao especialista a definição destes critérios de indicação cirúrgica. O tratamento pode ser feito à base de medicamentos, como anticoncepcionais, por exemplo. É recomendada a adoção de hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, atividade física e consultas regulares ao ginecologista, para prevenir e reduzir dos fatores de risco da doença. “O mais importante é não entrar em pânico e se informar. Buscar um especialista que vai montar um plano de tratamento para cada paciente. Cada mulher é uma, e cada tratamento é único. Não esperem as dores aumentarem, se cuidem”, finaliza Dr. Paulo Vitor.

Divulgação

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