
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), durante o evento de apresentação do Plano Safra, no Parque de Exposições, em Salvador, nesta terça-feira, 25, comentou a respeito de um possível racha no PT baiano por causa da escolha do caminho adotado para a definição de um candidato petista em 2024 para a disputa na capital baiana.
No último sábado, 22, o encontro territorial da sigla precisou ser interrompido após um início de discussão entre os presentes e houve até empurra-empurra entre correligionários e até reclamações de agressões físicas.
Sobre se isso seria uma insatisfação com o presidente estadual da sigla, Jerônimo disse que qualquer desentendimento que exista dentro do partido, ele não vai tomar lado, pois é o PT que precisa se definir internamente.
“Eu não estou sabendo. Houve uma movimentação no final de semana para o encontro. Se houver [insatisfação], o governador não vai dar ouvidos para questões internas do partido, que cabem ao partido discutir. Não percebi isso. Reconheço no presidente Éden a sua postura. Reconheço o papel das tendências e do campo que quer reivindicar o espaço. Mas eu não tomo isso como qualquer tipo de desavenças”, argumenta o chefe do Executivo baiano.
O titular do Palácio de Ondina, reconhece que, às vezes, por conta das diversas tendências internas da legenda, um ou outro sobe o tom, mas que o que aconteceu no sábado não é um indicativo de descontentamento com Éden.
“Todos sabem que o Partido dos Trabalhadores tem as tendências, se reúne, a gente vai, às vezes, para o puxa e estica, mas eu não vejo como qualquer tipo de descontentamento em relação ao Éden. E se tiver, o partido haverá de tratar isso e eu vou me juntar para resolver”, finalizou o governador.
