
O governo do Irã afirmou neste domingo (10) ter enviado uma resposta oficial à proposta apresentada pelos Estados Unidos para iniciar negociações de paz com o objetivo de encerrar a guerra na região. As informações foram divulgadas pela agência Reuters com base na mídia estatal iraniana.
Segundo autoridades iranianas, a resposta se concentrou principalmente no fim dos confrontos em todas as frentes, com atenção especial à situação no Líbano e à segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Apesar disso, Teerã não informou como nem quando o estreito poderá ser totalmente reaberto. O canal marítimo segue sob forte tensão militar após semanas de confrontos e bloqueios parciais.
A proposta dos Estados Unidos previa o encerramento dos combates antes do início de negociações sobre temas considerados mais delicados, entre eles o programa nuclear iraniano. O Paquistão, que atua como mediador nas conversas, foi responsável por encaminhar a resposta iraniana ao governo norte-americano.
Pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu duramente ao posicionamento iraniano. Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano classificou a resposta como “totalmente inaceitável”.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a sua atenção a este assunto”, escreveu Trump.
Mesmo com um cessar-fogo de um mês em vigor e após cerca de 48 horas de relativa calmaria na região, drones hostis foram detectados sobre vários países do Golfo Pérsico neste domingo, aumentando os temores de uma nova escalada militar.
Em meio às restrições marítimas, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Uma delas foi um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.
De acordo com a agência iraniana Tasnim, o cargueiro utilizou uma rota previamente designada pelas Forças Armadas do Irã para concluir a passagem pela região.
