
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira (6) que possíveis ataques à infraestrutura do país terão consequências que ultrapassam as fronteiras do Oriente Médio, atingindo diretamente a economia e o fornecimento global de energia.
A declaração foi feita durante uma conversa telefônica com o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, em meio à escalada de tensões após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atingir usinas de energia e outras instalações civis iranianas.
Segundo Araghchi, esse tipo de ação representaria uma grave violação do direito internacional. “Essa ameaça equivale à normalização de crimes de guerra e genocídio”, afirmou o ministro iraniano, reforçando a preocupação de Teerã com a possibilidade de ataques a alvos civis estratégicos.
O chanceler também alertou para os efeitos globais de uma eventual ofensiva. De acordo com ele, as consequências “não se limitarão ao Irã e à região”, podendo desencadear impactos significativos sobre o mercado energético internacional e a economia global. Araghchi ressaltou ainda que a responsabilidade por esses efeitos recairia “exclusivamente sobre autoridades americanas e os agressores”.
Em tom firme, o representante iraniano declarou que qualquer ataque será respondido com força. “Haverá uma retaliação decisiva e abrangente das forças armadas iranianas”, afirmou.
A fala reforça o clima de tensão crescente entre Irã e Estados Unidos, com potenciais desdobramentos que preocupam a comunidade internacional, especialmente diante dos riscos de instabilidade econômica e energética em escala global.
