
No mês em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro, o GSH Banco de Sangue de Salvador promove a campanha “Viva a Vida – Transformando Solidariedade em Esperança”, que tem como objetivo homenagear os doadores regulares e incentivar novas pessoas a aderirem a esse ato de amor e cidadania.
A data coincide com a temporada de maior necessidade de estímulo às doações, já que há uma queda acentuada no número de doadores com as festas de fim de ano, férias e feriados prolongados, o que reflete imediatamente nos atendimentos, pois existem componentes sanguíneos que duram apenas cinco dias, como é o caso das plaquetas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,4% a 1,8% da população brasileira é doadora de sangue, o que representa de 14 a 18 pessoas a cada mil habitantes. Esses números estão dentro das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que indica de 1% a 3% da população como ideal. No entanto, o Ministério da Saúde reforça a importância de aumentar esses índices para garantir o equilíbrio dos estoques sanguíneos em todo o país.
Mais do que uma ação de conscientização, a campanha traz histórias reais de quem faz da doação de sangue um hábito transformador, mostrando que um gesto simples pode significar a continuidade da vida de muitos pacientes.
Um desses exemplos é o de Carlos Roberto Vieira, doador regular de sangue e plaquetas. Ele conta que sempre teve vontade de doar, mas que, por conta da rotina de trabalho, adiava o gesto. Tudo mudou em 2010, quando decidiu ajudar um colega de trabalho que precisava com urgência de sangue. “Apesar de esse ter sido o motivo inicial, eu sempre quis doar, via como um gesto simples, mas capaz de salvar vidas. A experiência foi muito positiva e superou minhas expectativas. O atendimento foi tranquilo, me senti acolhido e saí com a sensação de ter feito algo realmente importante”, relembra.
Desde então, Carlos passou a ver a doação de sangue e de plaquetas como um ato de solidariedade que deveria fazer parte da rotina de todos. “Muitas vezes, criamos receios sem fundamento ou não priorizamos por falta de tempo. Mas a doação é rápida, segura e feita por profissionais preparados para cuidar da gente. Saber que esse gesto pode salvar até quatro vidas é indescritível. Doar sangue é uma das formas mais bonitas e concretas de exercermos nossa empatia e humanidade”, afirma.
Outro exemplo inspirador é o de Gessé Miranda, 46 anos, que fez sua primeira doação aos 18, incentivado pelo pai, também doador. Na época, um colega de seu pai precisava de sangue e eles foram juntos a um posto de coleta em Salvador. “Desde então, nunca mais parei. Mesmo tendo medo de agulha, minha primeira experiência foi muito tranquila. A profissional que fez a coleta era muito experiente e me passou bastante segurança. Ver as pessoas e familiares ali, reconhecendo o valor daquele gesto, me marcou profundamente”, conta.
Atualmente, Gessé participa de grupos de multiplicadores de informação sobre a importância da doação e procura incentivar colegas e amigos a aderirem à causa. “Eu sempre digo: não espere alguém próximo precisar de sangue para tomar a atitude de doar. A doação é uma corrente do bem. Cada vez que você doa, pode ajudar até quatro pessoas. Você sai leve, com a consciência tranquila e o coração feliz por saber que fez algo importante. Ajude sempre, porque vale muito a pena”, conclui.
Reconhecimento a quem salva vidas
Até 30 de novembro (ou enquanto durarem os estoques), os doadores que comparecerem ao GSH Banco de Salvador serão recebidos com uma ambientação especial e receberão um mimo temático, alusivo à campanha.
A ação também busca reforçar a importância da doação contínua, já que a necessidade por sangue e plaquetas é constante nos hospitais. O GSH Banco de Sangue de Salvador convida todos a se juntarem a essa causa tão importante. Para doar, basta comparecer à unidade na Av. São Rafael, 2152, São Marcos (estacionamento gratuito no Hospital São Rafael) – funciona diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
