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Forma de vestir da profissional de estética é questão de biossegurança, não de sexismo

Até quem não madrugou para acompanhar as Olimpíadas soube da polêmica a respeito de como o sexismo refletiu no controle do uniforme das atletas. A equipe norueguesa de handebol, por exemplo, foi multada por se recusar a usar biquíni. A partir daí foi natural muita gente começar a se questionar sobre a própria vestimenta no ambiente de trabalho, o que, no caso da estética, é uma questão de biossegurança. “Com a inserção do profissional esteticista na área de saúde, a vestimenta, que antes tinha como característica padronizar o atendimento e reforçar a identidade da marca da empresa, atualmente vai além, pois é uma questão de legislação e procedimentos operacionais que visam a adequação de acordo com a biossegurança. Esse processo, que corresponde a troca de roupas pessoais por vestimentas profissionais, é chamado de paramentação e preconiza que o profissional esteja adequado à sua área de atuação para adentrar à área em que será realizado o serviço ao cliente, usando uniformes e EPIs”, esclarece a professora Cristina Duarte Lepore, coordenadora do curso de estética da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Segundo ela, o roteiro de paramentação inclui retirar brincos, piercings, pulseiras, relógios, anéis e colares; fazer a assepsia do calçado de uso pessoal com álcool 70% e papel-toalha; prender o cabelo e colocar a touca; vestir o jaleco, que deve estar limpo e ter mangas compridas; e colocar a máscara apropriada, substituindo o modelo de tecido pela versão cirúrgica.

Atestado de credibilidade profissional

Com 30 anos de atuação no mercado de estética, especialização em consultoria de estilo e sócia na Consultoria Em Estética, Marisa Trielli reforça que, além de biossegurança, a vestimenta em estética também tem a ver com credibilidade. “Nesse sentido, adequação é uma palavra muito importante. Como pessoa física, temos o direito de usar o que quisermos, porém, devemos estar adequadamente vestidos para exercer o atendimento profissional. Deixar as axilas expostas em regatas ou vestidos de alças, usar um decotão, roupas curtas ou justas demais, que  dificultam até mesmo a movimentação e certas posições durante a prestação de serviço, não é questão de sexismo, mas de bom senso”, reforça ela, que esclarece que excessos sempre causam impacto negativo. “Mas isso não significa ficar careta ou antiquada. Podemos ousar e trazer informação de moda sem desrespeitar a biossegurança usando um sapato diferentão, uma cor de jaleco que não seja o branco, uma sobreposição mais fashion para transitar nas áreas sociais da clínica. Na dúvida sobre o look, sugiro se olhar no espelho e refletir se a sua imagem está coerente com a mensagem que você quer passar para a sua clientela”, sugere Marisa Trielli, que acaba de estrear o programa M de Mulher, no canal USBRTV, nos Estados Unidos.

Mais informações

Site: www.estetikadigital.com.br

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