A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) lança hoje (01/02) o programa de podcast Mentes criativas, soluções inovadoras. Com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o novo podcast conta com duas séries de entrevistas: Mulheres na Ciência, já disponível nas principais plataformas,e Jovens Transformadores, que vai ao ar no dia 29 de março. Cada série conta com oito episódios, disponibilizados às terças-feiras, e divulgadas pelo site, Facebook e Instagram da FEBRACE.
“O programa é mais uma iniciativa para estimular jovens e docentes da educação básica a ampliarem seus horizontes a partir da Ciência”, afirma a professora Roseli de Deus Lopes, coordenadora geral da FEBRACE. “Todos os anos, centenas de estudantes e professores, engajados em projetos de pesquisa científica e tecnológica, passam pela FEBRACE. Eles vêm de várias partes do País, de escolas públicas e privadas, e muitos têm suas vidas mudadas radicalmente a partir dessa experiência. O podcast tem o objetivo de contar essas histórias inspiradoras”, destaca.
Na série Mulheres na Ciência, uma das entrevistadasé Adriana de Oliveira, de 28 anos. Engenheira Química em uma multinacional, nasceu em um bairro humilde na periferia de São Paulo, estudou em escola pública e teve bolsa alimentação para conseguir cursar uma universidade federal paulista. A experiência que teve ao participar da FEBRACE, ainda quando cursava o ensino médio, foi determinante para nunca desistir diante das adversidades. Outro destaque é a professora mineira Fernanda Aires Guedes Ferreira, de 35 anos. Apelidada de “rainha das feiras de ciência”, ela se notabilizou por suas iniciativas para promover o interesse dos jovens pelo pensamento científico em sua cidade, Mateus Leme. Uma delas foi a criação de uma organização sem fins lucrativos para promover atividades de formação e mostras de projetos.
Ciência que empodera — Dados da Unesco apontam que menos de 30% dos pesquisadores do mundo são mulheres. E as razões para essa baixa participação feminina no mundo das ciências são puramente culturais e sociais. “Reduzir a diferença de gênero na Ciência é uma tarefa que cabe a toda a sociedade”, destaca a coordenadora da FEBRACE.
“Além de enfrentar o preconceito, é preciso apoiar as mulheres para que sigam carreiras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Este é um dos objetivos da série Mulheres na Ciência”, acrescenta. Segundo ela, ainda é muito comum que as mulheres sejam desincentivadas neste aspecto. “Acreditamos que exemplos de superação sirvam para encorajar outras meninas.”
Inovação que transforma — Já a série Jovens Transformadores será uma vitrine do poder criativo dos jovens do País. Traráentrevistas de estudantes que acreditaram que o conhecimento científico e tecnológico não é privilégio de poucos. “Eles vão contar suas histórias, mostrando que todas e todos são capazes de dominar as ciências e desenvolver soluções tecnológicas”, afirma a professora.
“Cada vez mais, os jovens estão conectados com os acontecimentos à sua volta e respondem com entusiasmo quando podem participar ativamente de sua formação, interagindo com os educadores mais intensamente, trabalhando em equipe, estudando questões relacionadas aos avanços sociais, tecnológicos e ambientais. Muitos desenvolvem projetos com grande potencial transformador, e é isso que será mostrado na série”, finaliza.
Sobre a FEBRACE:
Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP e realizada pelo Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) é a maior mostra brasileira de projetos científicos em abrangência e visibilidade. Seu objetivo é estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica e técnica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Saiba mais em: FEBRACE
