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Estudante é morto ao sair de casa para ir em festa com amigo, em Salvador

O adolescente foi assassinado a tiros a caminho de uma festa no bairro onde morava, no Alto do Cabrito, na noite deste sábado (11).

No Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), em Salvador, o autônomo Eládio de Jesus, 53 anos, mostra com dor o documento de identidade ainda com os respingos de sangue do próprio filho, o estudante Gabriel Conceição Diogo de Jesus, 17. O adolescente foi assassinado a tiros a caminho de uma festa no bairro onde morava, no Alto do Cabrito, na noite deste sábado (11).

Segundo a Polícia Civil, testemunhas informaram que houve uma troca de tiros entre traficantes, mas não souberam detalhar as circunstâncias do homicídio. A morte de Gabriel será investigada pela 3ª Delegacia de Homicídios Baía de Todos os Santos (DH/BTS). Apesar da versão oficial, os parentes do rapaz não falam em confronto, mas que a vítima teria sido assassinada minutos após sair de casa.

“O que ficamos sabemos é que ele saiu com amigo e logo em seguida foi morto. Ninguém lá fala nada. O pessoal está com muito medo. Quando fui lá, já estava o corpo com muita gente envolta”, declarou Eládio, ao Correio, na manhã deste domingo (12), sentado em uma das cadeiras da recepção do IMLNR. 

De acordo com os parentes, Gabriel cursava o 7º ano no Escola Estadual Democrático Bertholdo Cirilo dos Reis, em São João do Cabrito. Por ser muito apegado à avó, ele passava a semana na casa dela, no bairro da Mata Escura. “Chamava a avó de mãe”, contou o pai do adolescente. Mas no início da noite de sábado, Gabriel recebeu a ligação de um amigo, chamando-o para uma festa num local no Alto do Cabrito, a poucos metros de sua casa. “Como ele estava sem dinheiro, pediu R$ 10 ao avô pra ir”, detalhou o pai.

Gabriel chegou em casa, no Conjunto Nova Primavera, conhecida como As Casinhas, por volta das 20h. Ele deixou a mochila e saiu. Instantes depois, acabou morto na Rua Conjunto Nova Primavera, a Estrada Velha do Cabrito.

“Ele ficou lá, na casa da avó, a semana toda, mas recebeu a ligação de um amigo, que o chamou para esta festa. Ninguém sabe quem é esse rapaz que ligou para o meu filho. Só sei que ele o chamou para a morte”, desabafou o pai, que em seguida, disse não saber o porquê da morte do filho. “Até agora não tenho ideia. Estou procurando a razão para tudo isso”. 

Eládio espera que o crime seja desvendado. “É o mínimo que desejo. Nada vai trazer meu filho de volta, mas quero que os culpados sejam presos”, disse ele, que será ouvido nesta segunda-feira (13) no Departamento de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP).

O pai estava acompanhado de outros membros da família, entre eles o tio do adolescente, o auxiliar de manutenção Ademir da Conceição Diogo, 39. “Fiquei sabendo quando cheguei da igreja. O menino não fumava, não bebia, não andava com gente errada”, disse.  

Gabriel era o terceiro dos quatro filhos de Eládio.  “Ele estava doido para completar 18 anos para tirar a habilitação e vir trabalhar comigo. Era o sonho dele”, lamentou o autônomo, que vende botijões de gás no bairro. 

Em relação ao crime, a Polícia Militar informou que policiais da 14ª CIPM (Lobato) foram acionados para atender uma denúncia de disparos de arma de fogo contra um adolescente na Rua Conjunto Nova Primavera, por volta das 20h30 de sábado (11).

Correio 24 horas

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