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Especialista projeta leve aquecimento do comércio com a chegada do ‘Dia dos Pais’

Segundo o consultor empresarial, data comemorativa pode ser pontapé inicial para fortalecimento do mercado em Salvador.

A chegada do mês de agosto marca a tradicional comemoração do “Dia dos Pais”, que este ano acontece no dia 9. Apesar de costumeiramente aquecer setores do comércio como vestuário, alimentação fora de casa, serviços, acessórios e eletrônicos, a previsão de vendas para 2020 tem gerado baixas expectativas entre comerciantes, devido a pandemia do coronavírus (COVID-19).

Com muitos filhos ainda indecisos sobre a possibilidade de presentear os pais na data festiva, o morador do bairro da Ribeira, Sandro Júnior, 23, revela que a insegurança em sair de casa, mesmo com estabelecimentos abertos, dificulta a escolha do presente ideal para o pai. “Baseado em outras situações onde eu tive que presentear alguém durante a pandemia, acabei recorrendo a compras online e delivery. Como gosto de olhar as vitrines das lojas, mas ainda tenho receio em ir às ruas, acredito que algo simbólico dispensará a ideia de comprar presentes esse ano”, explica.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o comércio no “Dia dos Pais” vinha de alta projeção para vendas em 2018 (4,1%), entretanto, a expectativa caiu 2% no ano de 2019 (2,1%). Para 2020, o consultor empresarial, Alex Cruz, estima uma porcentagem ainda menor, mas razoável para as projeções iniciais da pandemia. O profissional frisa alguns déficits para as categorias de ‘bares e restaurantes’, barbearias, cinemas e casas de espetáculo em Salvador, que não constam na “Fase 1” da reabertura comercial — ocorrido no último dia 24 de julho.

Apesar do prejuízo para alguns setores da economia, Alex ressalta que o comércio de rua e lojas de shopping da capital, principalmente voltadas para calçados, camisas, perfumarias, varejos e ‘variedades’ podem projetar um leve aquecimento nas vendas, mas com uma margem de lucros abaixo da habitual. O consultor afirma que os descontos nas lojas devem permanecer altos para atrair consumidores.

“Assim como ocorrido na abertura da “Fase 1”, as lojas devem focar em preços convidativos para chamar os compradores. Esse é um período para o comércio quitar dívidas acumuladas, então toda mercadoria vendida é uma vitória após mais de 120 dias sem vendas. Os comerciantes também devem levar em consideração o poder de compra reduzido dos consumidores na crise. Com isso, o mercado das ‘lembrancinhas’ e seus preços acessíveis devem ter alta para esse ano”, elucida.

Considerada a terceira data mais importante para o comércio, Alex afirma que o “Dia dos Pais” pode ser o pontapé para o fortalecimento do mercado local. Segundo o profissional, a possibilidade de alcançar a “Fase 2” do plano de retomada em breve, fortalece a segurança dos consumidores, com projeções para movimentação e retorno de outros setores da economia.

“Mesmo que as compras se intensifiquem somente no período que precede o ‘Dia dos Pais’, ainda é um indicativo positivo para a retomada do mercado. A possibilidade de compras pela internet ainda é uma aposta forte, portanto, mercadores não devem abdicar das suas lojas virtuais. Após essa celebração, o ‘Dia das Crianças’ será o grande foco, já valendo um planejamento prévio para aquecer de vez as vendas após o empurrãozinho nesse mês de agosto”, conclui.

Para conhecer mais sobre os impactos do carnaval em setores da economia, acesse consultoriacruz.com.br ou a página do Instagram @cruzconsultoria.

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