
A redação da Criativa Online, em Amargosa, recebeu mais uma vez a enfermeira, pesquisadora e escritora Leda Pereira, convidada do programa Entrevista Criativa. Em um bate-papo extenso e esclarecedor, ela falou sobre o lançamento do seu livro, os avanços da pesquisa que propõe a cura definitiva do melasma e os próximos passos de um trabalho que já começa a ganhar repercussão internacional.
Leda destacou que, desde a última entrevista, muitos avanços aconteceram. Um dos principais foi o lançamento do livro “Seja um Luxo”, registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e já disponível em plataformas digitais como a Amazon e o Google Play. A obra traz reflexões profundas sobre comportamento humano, identidade, limites pessoais e responsabilidade individual, reunindo conceitos do estoicismo, da Bíblia, da psicologia moderna e da psicanálise.
Segundo a autora, o livro nasceu da própria experiência de vida. “Eu escrevi para que as pessoas não cometam os mesmos erros que eu cometi. Errar por falta de conhecimento custa caro”, afirmou. Leda defende que prosperidade não está ligada apenas ao dinheiro, mas ao equilíbrio emocional, espiritual e à clareza de valores. “Ser luxo é ter identidade definida, saber quem você é e se posicionar com dignidade”, explicou.
Além da literatura, o grande destaque da entrevista foi a continuidade da pesquisa científica que propõe a cura do melasma. Leda revelou que seu artigo foi aceito por um órgão internacional de patentes, com abrangência em 193 países, e que já possui registros no Brasil, além de processos em andamento na Alemanha e Argentina. A pesquisadora acredita que esses registros abrirão portas para a expansão do tratamento em escala global.
Formada em enfermagem por universidade federal, Leda ressaltou que desenvolveu grande parte da pesquisa de forma autodidata, após quase duas décadas de estudos e testes. “Eu testei em mim mesma durante anos. Houve momentos difíceis, mas tudo foi necessário para chegar a um resultado seguro”, contou. Segundo ela, a proposta do tratamento é diferente do que existe hoje no mercado, pois não busca remover agressivamente a pele, mas reconstruir a barreira cutânea a partir de uma abordagem biomimética.
De acordo com a pesquisadora, o melasma não é apenas uma mancha estética, mas um sinal de que a pele está lesionada e inflamadas em nível celular. O tratamento desenvolvido por ela utiliza uma combinação específica de ativos, com destaque para a papaína, enzima extraída do mamão, que possui composição semelhante a elementos naturais da pele humana. “A pele se regenera quando recebe exatamente o que perdeu. A célula deixa de se defender com excesso de melanina e volta ao equilíbrio”, explicou.
Leda também chamou atenção para fatores que interferem diretamente no sucesso do tratamento, como alimentação adequada, reposição de vitaminas e minerais — especialmente ferro, vitamina D e B12 — e a redução do uso excessivo de produtos químicos na pele. “O corpo funciona como um conjunto. Não adianta tratar só a superfície”, afirmou.
Ao longo da entrevista, a pesquisadora reforçou que seu maior objetivo não é financeiro, mas deixar um legado. “Meu propósito é melhorar a vida de milhões de mulheres que sofrem com o melasma e têm a autoestima abalada. Dinheiro sem propósito não faz sentido”, declarou.
A Criativa Online seguirá acompanhando os desdobramentos dessa pesquisa e os próximos capítulos da trajetória de Leda Pereira, que já sinalizou que novas descobertas e projetos estão a caminho.
Vitamina D, sol e cuidados naturais com a pele: pesquisadora defende equilíbrio e combate à desinformação
Durante a entrevista concedida à Criativa Online, a enfermeira e pesquisadora Leda Pereira também abordou temas sensíveis relacionados à saúde da pele, à vitamina D e aos cuidados naturais como forma de prevenção de doenças, incluindo o câncer de pele. Segundo ela, há uma “demonização excessiva do sol” que, na avaliação da pesquisadora, contribui para desequilíbrios hormonais, baixa imunidade e fragilidade cutânea.
Vitamina D:
De acordo com ela, exposições curtas e diárias ao sol, e10 e 15 minutos, seriam suficientes para estimular a produção adequada de vitamina D em pessoas saudáveis. Leda ressaltou que o problema não está na exposição moderada, mas nos excessos. “Ficar o dia inteiro no sol pode causar danos, mas alguns minutos diários fortalecem a pele e a saúde como um todo”, explicou.
A pesquisadora também comentou a campanha Dezembro Laranja, voltada à prevenção do câncer de pele, destacando a importância da informação equilibrada. Para ela, a orientação de evitar completamente o sol nos horários de maior intensidade deve ser analisada com cautela. “A vitamina D é produzida justamente quando a radiação solar é mais intensa. O segredo é o tempo de exposição, não a exclusão total”, disse, reforçando que a prevenção envolve moderação, alimentação adequada e hidratação.
Outro ponto abordado foi a diferença entre protetores solares químicos e minerais. Leda explicou que recomenda o uso de protetores minerais (físicos), especialmente para pessoas com melasma ou pele sensível, por serem menos agressivos e formarem uma barreira protetora sobre a pele. “Os protetores químicos podem causar inflamação celular em alguns casos, principalmente em peles já fragilizadas”, alertou.
Além disso, ela destacou a importância da alimentação rica em gorduras naturais, como as presentes em carnes, castanhas e sementes, associando o equilíbrio de ômegas à resistência da pele ao sol. Segundo Leda, dietas ricas em açúcares e carboidratos ultraprocessados podem aumentar processos inflamatórios e deixar a pele mais vulnerável.
No cuidado diário com a pele, a pesquisadora orientou práticas simples, como evitar lavar o rosto excessivamente com sabonetes, não esfregar a pele ao remover maquiagem, manter boa hidratação e utilizar produtos que ajudem a preservar a barreira natural cutânea. “A pele precisa estar nutrida e hidratada para se defender naturalmente”, afirmou.
Leda Pereira reforçou que suas orientações fazem parte de uma pesquisa mais ampla sobre saúde da pele e melasma, que busca reduzir inflamações celulares e restaurar a função natural da pele. Segundo ela, o foco não é apenas estético, mas de saúde integral e qualidade de vida.
A Criativa Online segue acompanhando os debates e pesquisas apresentados pela enfermeira e pesquisadora, trazendo informações que estimulam a reflexão e o cuidado consciente com a saúde da pele.
Bastidores abaixo:
