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Empreendedorismo feminino e o salto para 500 colaboradores em seis anos

Daniela Lacerda, empresária mais jovem do setor varejista, fala sobre a responsabilidade da mulher em cargos de liderança

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Global Entrepreneurship (GEM), em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualificação Profissional (IBQP), mostra que em 2020, no Brasil, apenas 46% das brasileiras estavam à frente de um negócio. O levantamento ainda revelou que a porcentagem corresponde a 24 milhões de mulheres que são empreendedoras, contra 28 milhões de homens.

Ainda segundo o relatório, no ano passado as mulheres empreendedoras sofreram e foram as mais impactadas com a crise causada pelo novo coronavírus (COVID-19). O número de empreendedoras já estabelecidas diminuiu 62% de 2019 para 2020 — queda muito expressiva, se comparada à redução do número de homens (-35%).

Apesar dos números, é possível encontrar empreendedoras investindo em diversos setores, como no comércioindústriavarejo, na prestação de serviços e negócios digitais, e à medida em que conquistam melhores posições, reivindicam reconhecimento como personagens importantes no crescimento econômico das suas áreas de atuação.

Um exemplo de mulher que tem conquistado espaço e se consolidado no ramo supermercadista é Daniela Lacerda, CEO da Rede O Corujão 24h. Para Daniela, o empreendedorismo feminino vai além do pensamento apenas em lucro e, afirma, que tudo está relacionado ao empoderamento, visibilidade, reconhecimento, acolhimento e compartilhamento de informações.

Reconhecida como a mulher mais jovem do setor varejista, de acordo com a Associação Baiana de Supermercados (ABASE)Dani Lacerda relata que são muitos os desafios em estar à frente de uma grande empresa, pois é preciso estar atento a todos os detalhes.

“O setor varejista é intenso, ao que se diz sobre processos comerciais. A velocidade que o ramo alimentício possui, com preços voláteis, faz com que estejamos sempre ligados aos pequenos detalhes para que assim possamos alcançar a lucratividade real”, destaca a empresária.

A CEO conta que não é fácil se destacar em um setor majoritariamente masculino, sendo mulher e jovem, revelando que um dos pontos para chegar a ter o sucesso em seu ramo é acreditar no próprio potencial. “Eu já vivenciei vários processos que me faziam acreditar não ser possível assumir cargos normalmente ocupados pelo sexo masculino”, conta.

Para Dani Lacerda, possuir o reconhecimento como uma das mais jovens e bem-sucedidas empreendedora do setor supermercadista, a faz querer ocupar espaços ainda maiores. “A adversidade me fez muito forte. Eu não queria o título de “a esposa do dono”. Eu sempre quis ser a dona do que eu penso, do que eu acredito, do meu propósito. A nossa responsabilidade como mulher vai além dos laços matrimoniais, desde que desejemos isso”, salienta.

Empresária, com MBA em Gestão de Empreendedorismo e Pessoas, pela PUCRS e formação em Direito, pela UNIFAN, Dani Lacerda acredita que o diferencial faz o seu produto/empresa ganhar notoriedade. “Sempre busquei sair do óbvio e pensar à frente. Realizar coisas que ninguém ainda tenham realizado, trazer mudanças que ainda não eram acreditadas, por quase ninguém”, ressalta.

Nesse aspecto, a CEO exemplifica com a situação vivenciada, ao iniciar sua ousada presença digital, quando muitos não acreditavam no modelo para potencializar o seu empreendimento.

“No começo acreditei que conseguiria, ousei e fui julgada por ser a “blogueira” do meu negócio. Mas só eu sabia o meu objetivo, até que o atingi e hoje, eu e o Corujão 24 horas, somos uma das maiores presenças digitais dentro do ramo varejista alimentar na Bahia”, comemora Dani Lacerda.

Consciente de sua responsabilidade enquanto mulher e empreendedora, a empresária compartilha conselhos para as mulheres que desejam investir na liderança no ramo supermercadista. “A audácia com certeza é um dos principais pilares para a construção de uma empresa sólida. Pois foi ela quem me fez acreditar que tudo aquilo o que almejamos podemos conseguir”, revela.

A empresária conta quefoi graças à junção do trabalho com o acreditar em seus instintos, conhecimentos e potenciais, que eles saíram de uma empresa formada por apenas 3 colaboradores, para uma empresa que gera 500 empregos diretos, em seis anos de operação.

Para a empreendedora, a visão jovem de mercado é um ponto positivo neste período de tantas mudanças sociais, sendo um aspecto que deve ser levado em consideração. “Principalmente na era do e-commerce, a dinâmica jovem permite uma visão ampla e mais diversificada no empreendedorismo. Quebrando assim paradigmas conversadores”, completa Dani Lacerda.

Para mais informações sobre empreendedorismo feminino, entrevistas, sugestão de pauta com Dani Lacerda, acesse o Instagram @daniilacerda.

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