
Uma pessoa nascida na Bahia em 2023 tinha expectativa de viver, em média, até os 75,6 anos (75 anos, 7 meses e 6 dias). Isso significa 10 meses e 24 dias a mais do que alguém nascido no estado em 2022, quando a esperança de vida, revisada e já incorporando os impactos da COVID-19 sobre a mortalidade, foi calculada em 74,7 anos (74 anos, 8 meses e 12 dias).
Assim, após ter recuado em 2020 (74,4 anos) e 2021 (73,4 anos, a menor desde 2006) e ter retomado a trajetória de alta em 2022, a esperança de vida ao nascer, na Bahia, voltou, em 2023, exatamente ao mesmo patamar em que estava antes da pandemia, em 2019 (75,6 anos).
Para os homens baianos, a esperança de vida ao nascer subiu de 70,7 anos, em 2022, para 71,6 anos em 2023 (mais 10,8 meses). Já para as mulheres baianas, o ganho foi um pouco menor, de 78,8 para 79,6 anos (mais 9,6 meses), entre 2022 e 2023. Ainda assim, elas continuam com a expectativa de viver 8,0 anos a mais do que eles.
A esperança de vida ao nascer na Bahia seguiu, em 2023, menor do que a nacional, que chegou a 76,4 anos, num acréscimo de 11,3 meses em relação a 2022, superando o patamar pré-pandemia (havia sido de 76,2 anos, em 2019).
No país como um todo, o ganho também foi maior para a população masculina, de 12,4 meses, passando de 72,1 anos para 73,1 anos; enquanto, para as mulheres, o aumento foi de 10,5 meses, passando de 78,8 anos para 79,7 anos.

Em 2023, a esperança de vida ao nascer na Bahia era a 10ª mais baixa (ou 18ª mais alta) entre as 27 unidades da Federação e apenas a 6ª entre os 9 estados da região Nordeste. As maiores esperanças de vida ao nascer estavam no Distrito Federal (79,6 anos), Santa Catarina (78,1 anos) e Rio Grande do Norte (77,7). No outro extremo, Amapá (73,8 anos), Roraima (74,1) e Alagoas (74,1) tinham os menores indicadores.

Em 2023, taxa de mortalidade infantil na Bahia foi estimada em 14,5 por mil nascidos vivos, 9ª maior entre os estados
Em 2023, a probabilidade de um recém-nascido, na Bahia, não completar o primeiro ano de vida, ou seja, a taxa de mortalidade infantil, era de 14,5 óbitos para cada mil nascimentos, sendo 15,4 para homens e 13,6 para mulheres.
O indicador teve importante redução, no estado, frente ao início do século 21, quando era de 40,8 mortes por mil nascidos vivos (ano 2000), e nos últimos dez anos – era de 18,1 mortes por mil em 2013. Ainda assim, ficava acima do registrado nacionalmente e era a 9ª maior taxa de mortalidade infantil entre as 27 unidades da Federação.


Na Bahia, pessoas de 60 anos têm esperança de viver mais 22,8 anos, em média; indicador é um pouco melhor do que o nacional (+22,5 anos)
Em 2023, uma pessoa de 60 anos de idade na Bahia tinha a esperança de viver, em média, mais 22,8 anos, chegando próxima aos 83. Para os homens de 60 anos, essa expectativa era de 21,0 anos; e, para as mulheres, de 24,5.
Assim como a esperança de vida ao nascer, a esperança de vida aos 60 anos, no estado, mostrou um segundo aumento consecutivo, após os impactos da COVID-19, que foram ainda mais significativos entre as pessoas idosas. Com isso, em 2023, superava o patamar pré-pandemia (22,7 anos em 2019) e se igualava ao indicador de 2017 como o maior de toda a série histórica das Tábuas de Mortalidade do IBGE.

A esperança de vida das pessoas de 60 anos na Bahia é um pouco maior do que a nacional e a 11ª mais elevada entre as 27 unidades da Federação, sendo a 6ª entre os 9 estados do Nordeste.
No Brasil como um todo, a esperança de vida aos 60 anos era de 22,5 anos, em 2023, sendo de 20,7 anos para os homens e de 24,0 para as mulheres. Distrito Federal (24,3 anos), Piauí (23,6) e Rio Grande do Norte (23,5 anos) tinham as maiores esperanças de vida aos 60 anos, enquanto Alagoas (21,3), Amapá (21,7) e Mato Grosso do Sul (21,7) tinham as menores.

Outras informações estão disponíveis na Agência IBGE Notícias.
