
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi um dos temas centrais debatidos no Fórum Extraordinário da Undime Bahia. Em entrevista a Criativa On Line, o coordenador do Pacto pela Educação de Jovens e Adultos na Bahia, Alexandro Batista, destacou a urgência de fortalecer políticas públicas voltadas a esse público, considerando suas múltiplas realidades e necessidades.
Participante de uma das mesas mais expressivas do encontro, Alexandro classificou o debate como “potente”, principalmente por reunir vozes que representam a diversidade do estado. Segundo ele, o público da EJA está presente em diferentes contextos sociais no campo, nas cidades, em comunidades quilombolas, aldeias indígenas e outros territórios, o que exige um olhar mais amplo na construção das políticas educacionais.
“O plano municipal de educação precisa responder a uma pergunta fundamental: para quem ele está sendo pensado? Esse sujeito da EJA precisa ser compreendido em sua totalidade”, afirmou.
O coordenador enfatizou que não é possível discutir políticas públicas sem garantir orçamento adequado. Para ele, assegurar recursos é essencial para que o direito à educação se transforme em realidade concreta na vida das pessoas. No entanto, Alexandro defende que o debate sobre a EJA deve avançar além da garantia legal.
“Não estamos falando apenas de um sujeito de direito, mas de pessoas que precisam de condições reais para existir, aprender e se desenvolver. Isso exige uma atuação intersetorial”, explicou.
Entre os desafios apontados, está a necessidade de integrar a escola com outras áreas, como assistência social e segurança pública. Segundo ele, fatores como acesso, infraestrutura e contexto social impactam diretamente a permanência dos estudantes na escola.
Outro ponto destacado foi a importância de adaptar o currículo às realidades dos estudantes. “O aluno de um quilombo não é o mesmo da cidade. Precisamos pensar uma educação que dialogue com essas especificidades”, ressaltou.
