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“É uma realidade que precisamos discutir”, diz escritor sobre inclusão de LGBTs no futebol

A Tarde

Análise do cenário de homofobia no futebol brasileiro e a luta de quem quer mudar esta realidade, como jogadores profissionais e amadores, além de torcedores. Esta é a proposta do livro “BICHA! Homofobia Estrutural no Futebol”, do jornalista e escritor João Abel.

“É difícil a gente acreditar que um país como o Brasil, que tem cerca de 30 mil atletas profissionais jogando hoje no futebol masculino, não tenha um jogador homossexual. Então, é uma realidade que precisamos discutir. As federações e confederações ainda pecam muito sobre este assunto da inclusão, e os clubes, de forma muito pontual, têm algum tipo de ação”, contou o escritor em entrevista ao programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, na manhã desta sexta-feira, 3.

Ele citou como exemplo o Esporte Clube Bahia, que tem um núcleo específico de ações afirmativas. “O cenário de inclusão ainda é muito distante. Por isso é muito importante que a gente fale deste assunto. Além do Bahia, tem o Internacional, de Porto Alegre, ações entre torcedores, mas que são ações pontuais. Praticamente todo clube grande no Brasil tem um coletivo LGBT. O Bahia tem o LGBTricolor, o Vitória tem o Pride Rubro”, exemplificou.

Para que o assunto ganhe relevância e destaque na imprensa, o escritor mostrou alguns caminhos que podem ser adotados. “A gente precisa que os clubes dêem a oportunidade desses jogadores falarem sobre isso (inclusão), porque eles falam para milhões de pessoas. E quando eles discutem sobre o assunto, a gente começa a ter uma mudança no sentido de abrir mais a discussão para o público do futebol, que é ainda muito conservador”, pontuou.

O livro de João Abel propõe analisar o cenário de homofobia no esporte mais popular do país e a luta de pessoas que querem mudar esta realidade: sejam jogadores profissionais, torcedores ou atletas amadores. Na obra, estão histórias de resistência como a do primeiro jogador a assumir a homossexualidade na Inglaterra dos anos 1980, a torcida gay que enfrentou o preconceito nos tempos de ditadura militar e o primeiro time de homens transexuais do Brasil.

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