Saúde

Dieta vs. reeducação alimentar: entenda a diferença

Dieta vs. reeducação alimentar, qual a diferença entre esses dois termos? Entender as características dessas duas práticas é essencial para começar uma vida mais saudável.

Considerando que nos últimos anos a obesidade se tornou cada vez mais realidade no Brasil, vale a pena entender o assunto.

Atualmente, muitas pessoas estão na busca pelo emagrecimento, o que acaba na formação de uma dieta restritiva que, consequentemente, pode gerar uma série de prejuízos para a saúde.

Em casos mais graves, é possível que as pessoas precisem pegar um atestado de saúde ocupacional retorno ao trabalho para só então voltar a executar suas atividades do dia a dia na empresa. Tudo isso pode acontecer em consequência de uma dieta mal estruturada.

Entretanto, quem opta pela reeducação alimentar consegue perder peso de forma saudável, e tem mais facilidade para manter uma condição física saudável.

Acontece que é muito comum encontrar pessoas que confundem dieta com reeducação alimentar. No geral, podemos adiantar que a reeducação alimentar é bem menos radical do que uma dieta.

Ou seja, a dieta pode fazer com que a pessoa dispense a ideia de procurar por um açaí atacado Salvador, enquanto a reeducação ensina que o alimento pode ser consumido, mas de maneira consciente.

Na prática, ambas não são a mesma coisa. Na verdade, elas possuem propostas e resultados distintos. Por esse motivo, desenvolvemos este artigo para mostrar as principais diferenças entre dieta e reeducação alimentar. Confira:

Não confie tanto nas dietas da internet

Inicialmente é necessário dizer que nem todas as dietas que estão presentes na internet são compatíveis com o seu perfil.

É bem fácil encontrar aquelas pessoas que fazem dieta com o desejo de serem contempladas com um resultado rápido.

Por isso elas acabam se submetendo a planos alimentares extremamente restritos, o que irá gerar vários problemas, como deficiências nutricionais e compulsão alimentar.

Ou seja, fazer dieta por conta própria, só seguindo um plano alimentar que você viu na internet ou que algum amigo sugeriu pode ser bem arriscado.

Em outras palavras, é como colocar um iniciante para operar maquinas e equipamentos para industria alimentícia, o que pode gerar uma sequência de problemas.

Além disso, a grande maioria das pessoas que conseguem emagrecer após fazer uma dieta muito restrita não consegue manter o peso e acabam engordando novamente.

Abaixo listamos as principais diferenças entre dieta e reeducação alimentar, e descubra como você pode mudar os seus hábitos alimentares para emagrecer.

3 diferenças entre dieta e reeducação alimentar

Até aqui você já pôde entender que dieta e reeducação alimentar não são as mesmas coisas.

Para contextualizar melhor o tema, vamos apresentar as 3 principais diferenças entre as práticas para acabar de vez com essa confusão e fazer com que você tire da mente que não pode consumir aquele pão francês congelado para assar, por exemplo.

1. A dieta é passageira, já a reeducação não

A dieta consiste em um  plano de alimentação que tem como objetivo alcançar resultados rápidos, por isso é muito comum ver dietas que prometem fazer com que as pessoas percam uma grande quantidade de quilos em poucos dias.

No entanto, a maioria das pessoas que se submetem a essas dietas não conseguem se manter no novo peso conquistado e acaba engordando de novo, o que acaba a desmotivando e causando outros problemas. É assim que é gerado o efeito sanfona.

Além disso, as dietas restritivas também podem causar efeitos danosos para a saúde, principalmente quando são levadas por um longo período, como:

  • Deficiências nutricionais;
  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Dor de cabeça;
  • Perda de massa muscular;
  • Transtornos alimentares.

Em um processo de reeducação alimentar, a pessoa não se vê privada de consumir determinados alimentos, mas aprende a reduzir aos poucos o que faz mal e entende a importância de realizar trocas inteligentes.

Na verdade, o objetivo da reeducação alimentar é fazer com que o indivíduo continue com os hábitos saudáveis adquiridos para o resto da vida, e não proibir que ele possa pesquisar algo como “pão de forma integral valor”, por exemplo.

2. A dieta não ensina a pessoa a se alimentar melhor

Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensam, a dieta não ensina o indivíduo a se alimentar melhor.

Na prática, uma dieta só faz uma série de sugestões de alimentos que podem ser cortados em um determinado período. Ou seja, uma vez que você tinha o costume de comer alga marinha para sushi, poderia ser cortado.

Dessa maneira, quem segue uma dieta não aprende a se alimentar de uma maneira saudável, e na maioria das vezes não sabe quais alimentos pode consumir quando a dieta acaba.

Por outro lado, a pessoa que passa por um processo de reeducação alimentar aprende quais são os melhores alimentos para ela e como eles podem ser inseridos no dia a dia para que a mesma possa emagrecer de uma maneira saudável.

Além disso, é interessante dizer que nesse processo a pessoa aprende a comer melhor e a ter hábitos mais saudáveis. Isso significa que as chances dela voltar a engordar são bem menores.

3. A maioria das dietas focam apenas no emagrecimento

A grande maioria das dietas visam apenas a perda de peso, contudo o impacto da alimentação vai muito além da balança.

A maneira e o que você come reflete diretamente no seu organismo, fazendo com que certas pessoas procurem máquinas de café para alugar ou até mesmo outros equipamentos.

No mais, os principais benefícios de praticar uma alimentação saudável são:

  • Ter um sistema imunológico fortalecido;
  • Ter mais disposição;
  • Ter mais foco;
  • Ter pele, unhas e cabelos mais saudáveis e bonitos.

Portanto é possível perceber que, além de ajudar a emagrecer, a reeducação alimentar vai causar um impacto positivo na saúde de forma geral.

Quais as vantagens da reeducação alimentar?

A reeducação alimentar consegue proporcionar uma série de vantagens em comparação à dieta tradicional. Isso acontece porque a reeducação mostra para a pessoa a importância de ter uma alimentação saudável e equilibrada.

Como o próprio nome sugere, a reeducação ensina a maneira correta de incluir os alimentos saudáveis no dia a dia e como substituir os ingredientes que compõem uma alimentação corporativa, por exemplo.

É interessante dizer que o impacto causado pela reeducação alimentar vai além do emagrecimento, pois ela faz com que toda a saúde da pessoa melhore e ainda contribui com a prevenção de certas doenças, como hipertensão e diabetes.

Como mudar os hábitos alimentares para emagrecer?

Sabemos que o processo para mudar os hábitos alimentares é uma tarefa bem difícil. Entretanto, com a força de vontade e persistência, é possível fazer escolhas melhores e mudar o seu comportamento.

Inicialmente você pode começar a criar um cardápio semanal e preparar as suas refeições com antecedência, assim você não vai correr o risco de ter que comer algo que não é benéfico para a saúde porque não programou a sua refeição.

Vale a pena também ficar atento no que você vai comer. Procure comer longe da televisão ou celular, separe um momento exclusivo para realizar as suas refeições e evite comer no carro, no quarto ou na rua.

Crie uma lista com os alimentos necessários antes de ir ao mercado, dessa forma você só vai comprar aquilo que realmente precisa e que se encaixe com o plano alimentar que foi desenvolvido.

Por fim, não vá ao supermercado com fome, pois isso fará com que você compre mais alimentos do que realmente precisa.

A importância do acompanhamento médico e psicológico

Alguns problemas psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão podem levar a pessoa a ter hábitos alimentares que não são saudáveis. Como:

  • Comer quando não está com fome;
  • Continuar comendo mesmo depois de estar saciado;
  • Comer mais do que o normal;
  • Comer escondido.

Além disso, algumas pessoas acabam criando uma imagem corporal distorcida, o que significa que elas se enxergam de um jeito que na realidade não são.

Para as pessoas que apresentam essas características, fazer uma reeducação alimentar não é o suficiente, pois elas usam a comida para compensar emoções, sentimentos e angústias, ou seja, elas precisam de um acompanhamento médico e psicológico.

Caso contrário, elas não vão conseguir passar pelo processo de reeducação alimentar, e o problema emocional vai continuar, aumentando as chances de piorar.

Antes de iniciar a reeducação alimentar, faça uma consulta com um psicólogo, porque somente esse profissional conseguirá diagnosticar se a pessoa possui problemas alimentares associados às emoções.

Considerações finais

Com este artigo você pôde entender que nem sempre as dietas milagrosas que são encontradas na internet são as melhores opções para a sua saúde.

De fato, a reeducação alimentar é o mais indicado, portanto não poupe tempo e comece a lidar melhor com a sua alimentação a partir de agora

.Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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