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Dicas importantes para reformar o quarto infantil gastando pouco

Pintar paredes, nichos para brinquedos e móveis resistentes com toque funcional são apostas do arquiteto baiano Márcio Barreto.

Transformar cômodos vazios no “cantinho” preferido dos pequenos não é uma tarefa fácil para os pais. Arriscando terminar em paredes riscadas, brinquedos espalhados, roupas por cima da cama e decorações padronizadas, um quarto infantil mal preparado pode se tornar uma dor de cabeça nos quesitos organização, comodidade e segurança para as crianças.

Como a média de filhos no Brasil está em torno de “1,7″ por mulher — abaixo da média global (2,5) — , segundo um estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) a pedido da Organização da Nações Unidas (ONU), um ou dois cômodos infantis — a depender do número de filhos — acabam satisfazendo a necessidade das famílias, embora nem sempre signifique a satisfação das crianças.

Segundo o arquiteto baiano Márcio Barreto, os aposentos infantis não precisam ser necessariamente “amplos” — dimensão do quarto —, mas devem dispor de móveis que tornem o espaço funcional; sem deixar obstáculos que impeçam o desenvolvimento de brincadeiras e atividades. O profissional explica que o espaço ideal para as crianças é onde elas consigam espalhar os brinquedos e se relacionarem constantemente com o lugar.

Esse é o caso do pequeno Benjamin Sales, que mora em uma residência com sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço no bairro da Massaranduba. Com apenas 1 ano e 8 meses de idade, “Ben” desarruma constantemente a casa dos pais Cassiano Sales (25) e Isla Lacerda (26), deixando brinquedos dispersos pelo quarto e em outros cômodos comuns.

“Fazer um bom espaço infantil é uma das nossas principais dificuldades hoje, visto que a criança necessita de um lugar livre na casa para brincar e se descobrir. Como é lá que guardamos seus brinquedos, roupas e outros objetos, esse cômodo deve ser agradável especialmente para ele, tendo uma importância fundamental para seu desenvolvimento, por mais que deixe sempre bagunçado. Essa fase de descobertas requer que as crianças interajam mais com os objetos”, relata Cassiano.

Auxiliando pais a prepararem um cômodo infantil atrativo, Márcio explica que não pode faltar cores nas paredes, nichos para brinquedos, lugar para estudo/leitura e móveis resistentes, além de setorizar o cômodo, unindo aconchego e arrumação para os pequenos. Segundo o arquiteto, itens decorativos e móveis lúdicos também devem compor o quarto, estimulando a conexão da criança com sua própria área.

“Um móvel simples e funcional para o cômodo infantil pode ser feito através de um rolo de papel kraft preso na parede com suporte. Dessa forma, a criança terá a liberdade de desenhar e os pais não se preocuparão com possíveis riscos nas paredes, muito comum nessa fase. Além disso, com o quarto mais convidativo, as crianças passarão a considerar aquele cômodo como seu ‘cantinho’ favorito da casa”, indica.

A frente da Arquitetura do Barreto, o profissional afirma que as áreas infantis também podem ser projetadas visando o desenvolvimento da criança a longo prazo. Para Márcio, uma solução eficaz para remodelar o cômodo – e poupar custos – é projetar cores neutras no quarto, deixando apenas uma parede com cor em destaque.

“Essa cor geralmente tem relação com o personagem favorito e os bonecos e bonecas, quadrinhos e demais itens de decoração trazem a temática. O ganho com essa proposta é possibilitar que o quarto seja alterado facilmente quando a criança se tornar adolescente. Basta tirar o elementos infantis e o quarto já terá outro visual”, conclui.

Para mais dicas sobre reformas, acesse o site arquiteturadobarreto.com, ou a página do Instagram @arquiteturadobarreto.

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