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CPI convoca Roma, que faz críticas e recebe defesa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou a convocação do ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, para prestar depoimento. A decisão foi tomada nesta semana e incluiu também outros ex-integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Roma afirmou que a convocação tem motivação política e negou qualquer relação com o objeto investigado pela comissão. “A CPI do Crime Organizado decidiu convocar a mim e o ministro Paulo Guedes para prestar depoimento em um caso em que não temos absolutamente nenhuma relação, em um movimento claramente político sem qualquer fundamento minimamente razoável”, afirmou.

O ex-ministro ressaltou que, segundo o próprio relator da CPI, não há investigação formal contra ele. Para Roma, a medida integra uma estratégia partidária. “O que a gente observa é que o PT busca criar uma cortina de fumaça para tentar construir narrativas fantasiosas e esconder seus desmandos. Modus operandi típico dos petistas”, disse.

Roma também questionou o que classificou como uso inadequado do instrumento parlamentar. “A CPI deve cumprir seu papel com responsabilidade, imparcialidade e respeito às instituições. O que não é admissível é que um instrumento legítimo de investigação seja utilizado como ferramenta de perseguição política e de distorção dos fatos”, declarou.

Ao relacionar a convocação ao cenário eleitoral baiano, onde articula candidatura ao Senado em 2026, ele afirmou: “Está muito claro que a consolidação do nosso nome na disputa pelo Senado está incomodando muita gente. Mas essa perseguição não vai nos tirar do foco de livrar a Bahia das garras do PT”.

A convocação também foi criticada pelo deputado federal Capitão Alden (PL), vice-líder da oposição na Câmara. Para o parlamentar, a inclusão do nome de Roma na lista de convocados não está fundamentada em elementos concretos. “A convocação do ex-ministro João Roma para a CPI do Crime Organizado tem um claro componente político. Não há, até o momento, qualquer fato concreto que o vincule a organização criminosa ou a irregularidades na gestão pública”, disse o bolsonarista baiano.

O deputado também vinculou a convocação ao contexto eleitoral na Bahia: “Trata-se de uma tentativa de desviar o foco e ofuscar o crescimento de Roma na disputa pelo Senado na Bahia. O estado que é tradicional reduto eleitoral do PT e que tem peso decisivo no cenário nacional”.

Tribuna da Bahia

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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