Política

Candidaturas indígenas crescem 28% para as eleições deste ano

O aumento do desmatamento, das invasões de garimpeiros ilegais em seus territórios, a paralisação das demarcações sob o Governo Bolsonaro e o avanço da covid-19 nas comunidades originárias são o pano de fundo de um boom de candidaturas indígenas no Brasil nas eleições municipais deste ano.

O número de candidaturas dos que se declaram indígenas cresceu 28% em relação ao pleito de 2016Na ocasião, foram 1715. Hoje, são 2.194, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com esses números, os indígenas ultrapassam os candidatos que se declaram amarelos (1.959, ou 0,35% do total) e deixam assim de ser a raça menos representada na disputa por cargos eletivos.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) atribui parte desse resultado ao trabalho feito nos últimos anos para fomentar a formação política nas aldeias. Em 2017, a organização publicou a carta-manifesto Por um parlamento cada vez mais indígena e, em 2018, o movimento dos povos originários conseguiu eleger a deputada federal Joênia Wapichana (Rede – RR), a primeira mulher indígena a conquistar uma vaga no Congresso Nacional.

El Paris

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