O desafio é encontrar um caminho nas opções que a eleição proporciona ao eleitor. Continuidade ou Mudança?
Os candidatos devem encontrar caminhos para conquistar a confiança do eleitor. A eleição é sempre percebida por maior parte dos eleitores como uma mobilização de esperanças, sobretudo pela grande maioria que compõe a classe proletariada.
A intensidade desta expectativa de mudança varia em função dos cargos em disputa. Cargos executivos geram mais expectativas que o legislativo, perceptivo nos últimos anos, numa queda crescente de votos atribuídos a vereadores, deputado e senadores.
Há situações, entretanto, em que o ‘Governo’ em exercício obtém grande êxito no desempenho de suas funções, e a população atribui todas as melhorias às ações desse governo. Neste caso o eleitorado tende a desejar a continuidade à mudança.
Agora, não basta que os governantes estejam convencidos de que estão fazendo um grande governo, e os indicadores físicos e estatísticos o comprovem. Se o eleitorado não o perceber dessa forma também, de nada adianta.
Alguns políticos costumam extrair a conclusão de que, se o julgamento de governo tem sido positivo, os eleitores querem a continuidade. Mas também pode acontecer um julgamento objetivo do eleitor, compreendendo as melhoras existentes e ao mesmo tempo desejar outras pessoas, outro partido, outras políticas.
Uma boa candidatura é capaz de atrair tanto quem deseja continuidade, quanto mudança. Entretanto quando a população tem clara a percepção de que a administração esta se saindo bem, naquelas questões que consideradas prioritárias, as chances do candidato da situação vencer é muito favorável.
O objetivo de um candidato nestas condições é cobrir, com a sua candidatura, os dois hemisférios temáticos centrais de uma campanha: continuidade e mudança. Conseguindo isso ele expelirá o oxigênio de seus ‘adversários’ e alcançará tal vaga preterida.
