
Em decorrência de uma grande epidemia de varíola que assolou a pequena Vila de São Miguel da Aldeia, na década de 1790, deixando grande número de mortos, os moradores das Fazendas da Baixinha, conhecida como triângulo, fizeram uma promessa a São Roque, protetor das pestes, construindo posteriormente, em 1802.
A pequena Capela foi erguida em frente ao local onde fora enterrados os óbitos, que a partir do fim da peste passou a ser o principal local das celebrações religiosas realizadas pelos Padres Franciscanos de Acaju ou Cajueiro. Os Franciscanos utilizavam-se de sermões educativos sobre o modo de plantar, de colher e de beneficiar o cultivo do café, bem como distribuíam sementes aos colonos miguelenses.
Com o desenvolvimento da cultura da mandioca, do café, da cana-de-açúcar, do fumo e da criação de gado, o lugarejo se desenvolvia com pequenas casas comerciais e algumas moradias em torno da Capela de São Roque, fatos que influenciaram a coroa portuguesa a elevar de Vila a Freguesia de São Miguel da Aldeia, ato feito através de Alvará de 24 de novembro de 1823, quando o Imperador D. Pedro I cria a primeira Freguesia do Império.
O arraial de Nova Laje passou a fazer parte da Freguesia de São Miguel da Aldeia, que por integrar ao seu território o novo arraial, passou a ser chamado de São Miguel da Nova Laje, sendo este o quinto distrito da Vila de Jaguaripe, localizado nos “fundos das roças de Nazareth”.
